A recuperação da indústria é uma das grandes expectativas para 2017. O Alto Tietê também sofreu reflexos negativos, no ano passado, por conta da crise no País e perdeu mais de 6 mil empregos no setor. Ontem, uma notícia, publicada nos jornais da Capital, trouxe um sinal de que a situação pode mudar. Só para se ter uma idéia, o crescimento de 2,3% na produção industrial em dezembro de 2016, frente a novembro, reflete aumentos no ritmo da atividade em dez dos 14 locais pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que detalhou ontem os dados regionalizados do levantamento já divulgado a nível nacional na semana passada. É certo que quando a economia brasileira deu sinais de recessão, a indústria de manufaturados já pedia socorro há mais de uma década. A contribuição do setor para o Produto Interno Bruto (PIB) encolheu nos últimos quinze anos, de 15,1% em 2000 para 9% em 2015. A supervalorização do real em relação ao dólar durante o boom das commodities causou um aumento no consumo de produtos importados, desestabilizando a balança comercial. Os custos de produção, que já eram altos ficaram ainda maiores. Os produtos brasileiros perderam competitividade e os especialistas começaram a falar em desindustrialização. Com a crise econômica e a situação internacional desfavorável, houve desvalorização significativa do real, o que deu à indústria algum espaço para respirar. Mas o cenário negativo afetou os investimentos e causou uma queda na demanda por produtos industrializados. A crise política tornou mais grave a situação, gerando incerteza sobre a capacidade das lideranças de colocar a economia nos eixos. A indústria, já abatida, teve que se adaptar da pior forma possível: cortou gastos e demitiu funcionários. Muitos especialistas afirmam que os problemas históricos têm atrapalhado o crescimento da economia brasileira e não são segredo para ninguém. São questões debatidas há décadas. A redução da burocracia no ambiente de negócios e a reforma do sistema tributário estão entre as prioridades na agenda do setor produtivo, que todos os anos encaminha para o Congresso Nacional um documento com as pautas importantes para o desenvolvimento do País. A expectativa realmente é grande para uma nova retomada no setor industrial com a geração de mais empregos. É esperar pelas próximas tendências.