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Editorial

Novo Ensino Médio

12 fevereiro 2017 - 07h00 Por gabriele
Novo Ensino Médio

Recentemente, a publicação de uma Medida Provisória que promove mudanças no ensino médio causou uma série de debates entre estudantes, professores e demais profissionais da área da educação. Enquanto alguns aprovam, por exemplo, a flexibilização curricular, outros estão preocupados com uma possível exclusão de disciplinas como Artes e Educação Física. O Conselho Estadual de Educação de São Paulo (CEE) manifestou-se favoravelmente ao projeto do Novo Ensino Médio, enfatizando a urgência e relevância do tema. O governo federal defende a mudança sob o aspecto de flexibilizar os currículos escolares, ampliar a jornada e reforçar o ensino profissionalizante, além de fortalecer o pacto federativo, ao descentralizar as decisões para os estados, que passam a ter papel preponderante nas decisões de currículo e organização dessa etapa da educação básica. Para o governo, a proposta procura retomar e fortalecer a flexibilização da oferta do ensino médio, há muito defendida por alunos, familiares, educadores e gestores da área. A educação vive hoje um momento de transição, reiterando a necessidade de mudanças: É essencial que as escolas estejam muito diferentes em poucos anos e que se marche para um ensino cada vez mais multidisciplinar e transversal, em que as aulas expositivas se combinem com o estudo por projetos, a exemplo do que já acontece em outros países e em algumas escolas de ponta de nossa rede de ensino. Dentre as dificuldades do atual ensino médio, o governo federal classifica o currículo atual como currículo excessivamente acadêmico, inteiramente desconectado da realidade do mercado de trabalho e pouquíssimo atraente para os jovens estudantes. Prova disso são as elevadíssimas taxas de evasão, de 9,5% na primeira série, 7,1% na segunda e 5,2% na última”, destaca o documento. Muitos especialistas acreditam que o governo pode ter errado ao alterar o ensino médio por meio de uma Medida Provisória. Mudanças bruscas como as que o MEC propõe precisam ser antes debatidas com a sociedade, principalmente com conselhos de educação e órgãos estudantis. A MP soou como uma ação arbitrária do Governo, o que causou um desgaste desnecessário na já fragilizada relação com profissionais da educação. Mas, é importante que algo comece a ser feito para a melhoria do sistema de ensino, sobretudo no Ensino Médio, que é onde o estudante começa a se preparar para entrar em uma faculdade com objetivo de ter uma profissão.