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Editorial

Descarte irregular de lixo

14 fevereiro 2017 - 07h00 Por gabriele
Descarte irregular de lixo
Os problemas gerados pelo descarte inadequado de lixo são muitos e, geralmente, visíveis. Na maioria dos casos, se configuram como agressões ambientais e até como uma questão sanitária que coloca em risco à saúde pública. O fato mais surpreendente é que, justamente quem mais sofre e reclama com a sujeira, também é responsável por provocá-la. O DS trouxe uma reportagem, na edição de domingo, mostrando os problemas causados pelo descarte irregular de lixo. Pelo menos, em nove bairros de Suzano é possível encontrar pontos de despejo de lixo. Nos locais, por mais que seja realizada a limpeza, o despejo irregular volta a acontecer. São entulhos, restos de materiais de construção, madeiras, móveis velhos, como cômodas e sofás, roupas e assentos sanitários. O descarte foi encontrado na Vila Amorim, Vila Urupês, Jardim Cacique, Jardim Novo Colorado, Chácaras Reunidas Guaió, Cidade Edson, Jardim Vitória, Jardim Japão e Rio Abaixo. Moradores afirmam que por mais que sejam limpos, o lixo volta a ser jogado irregularmente. Na Estrada Antônio Jorge, nos trechos do bairro Chácaras Reunidas Guaió e Cidade Edson, o lixo é abandonado em grande quantidade pelas margens da via. Os conteúdos mais encontrados são os materiais de construção, como restos de telhas e tijolos, garrafas plásticas e móveis. Durante toda a extensão, a via contêm placas de “não jogue lixo, preserve o meio ambiente”. Recentemente levantamento mostrou que o Brasil produz aproximadamente 240 mil toneladas de lixo por dia. A maior parte de tudo isso vai para “lixões”, onde demorará uns 400 anos para se decompor. Enquanto isso, o “chorume” gerado (aquele “suco” fedorento do lixo) vai se infiltrando na terra, contaminando o lençol freático, ou seja, os rios subterrâneos de onde tiramos a água para beber. Em Suzano, a situação é crítica, conforme mostrou o DS. Muitos locais são feitos de despejo constante de lixo. Assim como na Rua Rio Grande do Norte, no Jardim Cacique, onde foi encontrado encontrou lixo orgânico, entulho, móveis velhos e blocos de construção. O problema também é visto na região central de Suzano. Na Rua Konoe Endo, próximo ao número 300, no Jardim Japão, há um terreno baldio grande, que possui uma abertura em seu muro. No local, o lixo chega a cair na calçada. Muitos especialistas garantem que a questão do lixo está diretamente ligada ao modelo de desenvolvimento que vivemos, vinculada ao incentivo do consumo, pois muitas vezes adquirimos coisas que não são necessárias, e tudo que consumimos produz impacto. Há aproximadamente 40 anos a quantidade de lixo gerada era muito inferior a atual, hoje a população aumentou, a globalização se encontra em um estágio avançado, além disso, as inovações tecnológicas no seguimento dos meios de comunicação (rádio, televisão, internet, celular etc.) facilitaram a dispersão de mercadorias em nível mundial.