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Editorial

Investigação em cemitérios

19 fevereiro 2017 - 08h00 Por Gabriely Machado
Investigação em cemitérios

Suzano entrou em uma nova fase das investigações de desvios, tanto de dinheiro como de objetos, nos dois cemitérios da cidade. O DS trouxe informação, na semana passada, que o prosseguimento da apuração, realizada pela Prefeitura, descobriu outros problemas: o desvio de 300 placas, de cobre ou bronze, e duas ossadas, uma de adulto e outra de criança. A reportagem mostrou que os objetos foram furtados do cemitério São Sebastião e foram encontrados ontem durante diligências realizadas pelos representantes da Controladoria Geral em conjunto com a Secretaria de Segurança Cidadã. O Instituto de Criminalística (IC), localizado em Mogi das Cruzes, foi acionado e um Boletim de Ocorrência (B.O.) foi registrado no Distrito Policial (DP) Central de Suzano. Os objetos estavam estocados de forma inadequada em um recipiente, localizado em um depósito de manutenção do cemitério, e “ocultado” atrás de dois armários. É importante que as investigações prossigam. O número de famílias prejudicadas não podem pagar pelas irregularidades descobertas. Nesta semana, além das aproximadamente 300 peças dos túmulos, como placas de identificação (como as que indicam a que família pertence à sepultura); também foram encontrados quase 50 molduras de fotos, vasos e imagens com valor agregado. As ossadas também estavam em local não apropriado. O próprio DS já publicou reportagem mostrando que muitas famílias estavam reclamando há meses sobre o furto de adornos dos túmulos de parentes sepultados no Cemitério São Sebastião. Diante disso e da ocorrência anterior (com relação ao recolhimento de taxas), a Prefeitura decidiu fazer as investigações, uma vez que também recebeu inúmeras reclamações. Até agora, um funcionário da Prefeitura, que administrava os cemitérios, está sendo investigado. O problema de “irregularidades administrativas” não é um problema somente de Suzano. Só para se ter uma ideia, de 2003 a 2016, 6.130 servidores foram expulsos do serviço público, 65% deles envolvidos em casos de corrupção, segundo balanço divulgado pelo Ministério da Transparência, Fiscalização e Controladoria-Geral da União (CGU). Apenas em 2016, foram 471 expulsões de servidores, além de 1.104 empresas privadas punidas por irregularidades, 30 delas envolvidas no esquema de corrupção investigado pela Operação Lava Jato. É importante que as investigações prossigam com total transparência e que os culpados sejam punidos.