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Editorial

Confiança do comércio

22 fevereiro 2017 - 08h00 Por Gabriely Machado
Confiança do comércio

A confiança dos empresários no País é fundamental para a recuperação e retomada dos investimentos. Ontem, reportagem publicada em jornais da Capital mostrou que a confiança dos empresários do comércio subiu 18,6% em fevereiro deste ano, em relação ao mesmo mês do ano passado. Foi a oitava taxa positiva consecutiva nesta base de comparação, segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Na série com ajuste sazonal, o índice aumentou 1% em fevereiro deste ano na comparação com igual período de 2016, alcançando 95,5 pontos. Porém, o resultado, que ficou abaixo dos 100 pontos, mostra que os comerciantes estão “atentos às condições do mercado de trabalho e à restrição da renda das famílias". "Apesar da redução do ritmo de queda nas vendas, os tomadores de decisão do varejo mantêm cautela diante de incertezas quanto à recuperação tanto deste mercado de trabalho como da restrição da renda”, diz a confederação. A economista da CNC, Izis Ferreira, afirma que a melhora da confiança dos empresários do setor tem relação com as reformas e medidas de ajuste propostas pelo governo, que estão em andamento no Congresso, mas também com a "queda das taxas dos juros e a redução da inflação, que propiciam um ambiente mais favorável aos investimentos e estimulam a confiança dos comerciantes”. Quanto às condições atuais da economia, a avaliação dos comerciantes melhorou 11,5% em fevereiro. Com isso, caiu a proporção de comerciantes que consideram as condições econômicas atuais piores. Em fevereiro, 79,4% dos varejistas fizeram essa avaliação, contra 81,4% no mês passado. Sobre o comportamento da economia no futuro, o otimismo do empresariado caiu pelo terceiro mês consecutivo, passando de 82,2% para 73,8% de dezembro para fevereiro. Em janeiro, o percentual era de 75,5%. A queda indica que o comércio não acredita na retomada das vendas no curto prazo. O setor do comércio é importante para alavancar a economia. O Brasil deve aumentar o investimento, controlar o déficit fiscal e negociar com mais agressividade os acordos comerciais para fortalecer sua economia, recomendaram analistas econômicos americanos e brasileiros. Vários especialistas analisaram a economia brasileira em um fórum sobre o desenvolvimento econômico do País. Apesar de o Brasil ser a oitava maior economia do mundo, os investimentos ainda são escassos. O comércio pode contribuir recuperando a confiança necessária.