Nos últimos anos, relatórios internacionais mostraram que a situação de segurança no Brasil é bastante preocupante. Um dos levantamentos do Escritório sobre Drogas e Crime das Nações Unidas mostra que, 11 das 30 cidades mais violentas do mundo são aqui. Entre os fatores analisados, está a segurança. Nesse quesito, são levados em consideração cinco parâmetros: a taxa de homicídios, o nível de crimes violentos, a percepção sobre a criminalidade, o terror político e as mortes no trânsito. Com esse cenário, diversas são as propostas de mudança para que os organismos de segurança e justiça sejam mais eficientes. E uma ferramenta pode ser fundamental para que essas transformações ocorram: a tecnologia. Centros de inteligência, sistemas integrados de informação, redes de monitoramento, que utilizam smartphones e tablets de policiais, estão entre as ferramentas usadas por órgãos governamentais para entenderem melhor como a violência se dá no País e as formas de prevenir e combater os crimes. No Alto Tietê, há exemplos importantes de projetos que utilizam a tecnologia para garantir o combate ao crime. Guararema, por exemplo, é um modelo a ser copiado. Na semana passada, Suzano passou a estudar melhor o sistema do município vizinho para tentar implementar na cidade. Trata-se de um sistema de monitoramento 24 horas. Além de combater a criminalidade, o sistema verifica, em tempo real, problemas no trânsito, incêndios e ajuda a Defesa Civil no início de tempestades. O monitoramento por câmeras aumenta a sensação de segurança e intimida os criminosos. Muitas ocorrências acabam sendo evitadas, simplesmente por haver câmeras. Entre profissionais que experimentam projetos inovadores na área da segurança para aprimorar o trabalho das forças policiais no País, uma reflexão é comum: a tecnologia não substitui o policial, mas pode facilitar o trabalho dele. Com efetivo cada vez mais deficitário, o jeito é agilizar as ações e qualificar a produtividade. E um simples aplicativo de conversa no celular pode se transformar em aliado quando a comunicação é peça-chave na atividade. Em meio a escalada de violência no Estado que tem contado com apoio da Força Nacional de Segurança para tentar reduzir os índices de criminalidade, é preciso ir em busca de exemplos em que a tecnologia ajuda no combate ao criminalidade. E Suzano começa a ter em mente que deve seguir projetos importantes que vêm dando certo, como é o caso das câmeras de monitoramento de Guararema.