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Editorial

Editorial 03/03/2017

03 março 2017 - 07h59 Por suporte
Editorial 03/03/2017
Rio Tietê O processo de despoluição do Rio Tietê é antigo, demorado e vai exigir uma quantidade grande de investimentos. O Tietê nasce na cidade de Salesópolis. Começa a ser poluído 15 quilômetros depois, em Mogi das Cruzes. Como a cidade de São Paulo fica na cabeceira do rio, a vazão não é grande o suficiente para delir os poluentes que recebe. Seus grandes inimigos estão na Região Metropolitana, onde a maior parte dos dejetos das indústrias e do esgoto produzidos nas casas são jogados no Tietê. Cerca de 134 toneladas de lixo inorgânicos são despejadas no rio diariamente. O crescimento desordenados da metrópole leva a ocupação irregular de terrenos. Moradores clandestinos vivem nas margens e nas áreas dos mananciais que alimentam o rio. Com até 100 metros de largura, o Tietê esconde, a 7 metros de profundidade, geladeiras, sofás e carcaça de automóveis. Num processo permanente de drenagem, 68 toneladas de lixo e areia são retiradas mensalmente. Garças e capivaras fogem do Parque Ecológico Tietê e são vistas nas margens do rio. Na Capital, ele se transforma em uma mancha preta que se estende por 250 Km até perto da cidade de Barra Bonita. Só então a água volta a ficar limpa, com uma quantidade de peixes e nível de oxigênio satisfatórios. Ontem, o DS trouxe informação de que o Estado iniciou o desassoreamento de mais um trecho do rio. Na região, a limpeza, que está sendo realizada, vai retirar 343 metros cúbicos (m³) de detritos do Rio Tietê, além de remoção de grandes pedras e rochas. O objetivo é facilitar o escoamento do rio e evitar inundações. O desassoreamento está dividido em três trechos na região. A previsão é de que os serviços em Suzano comecem em julho. Suzano pertence ao lote de obras de Itaquaquecetuba – Mogi das Cruzes, já contratado e iniciado no trecho mogiano. Ocorre que em Suzano tem um terreno com margens muito úmidas, o que inviabiliza o trabalho no período de chuvas. O desassoreamento do rio na cidade terá início em julho, no período de estiagem. No trecho Itaquá – Mogi o desassoreamento chega a 44,2 quilômetros de rio, iniciando no Córrego Três Pontes, na divisa de São Paulo com Itaquá, e o Córrego Ipiranga, em Mogi. As máquinas estão removendo um total de 343 mil metros cúbicos de sedimentos depositados no fundo do canal, o que deverá contribuir para evitar inundações na região. No total, o governo do Estado está investindo R$ 37,7 milhões somente na região. O trabalho começou em agosto de 2016. O Rio Tietê é um dos mais conhecidos da América Latina e do mundo e possuí uma enorme importância econômica para a região Sudeste, principalmente para o Estado de São Paulo. O rio é conhecido principalmente por atravessar a maior metrópole da América Latina. Daí sua importância para o Alto Tietê e todo o Estado.