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Editorial

Preocupação com a febre amarela

04 março 2017 - 08h00 Por Gabriely Machado
Preocupação com a febre amarela

Há uma grande preocupação com os casos de febre amarela no País. Já existe um surto. O problema iniciou-se em janeiro deste ano no Estado de Minas Gerais e confirmaram-se 97 mortes ligadas ao vírus. Até 21 de fevereiro de 2017, o número de casos suspeitos do surto chegou a 1.337 em todo o Brasil, sendo o maior índice no Estado de Minas Gerais, com 249 casos confirmados e 84 óbitos. Outros casos de mortes confirmadas pelo vírus ocorreram no Espírito Santo e São Paulo. Os estados da Bahia, Tocantins e Rio Grande do Norte possuem casos em investigação ainda sem confirmação. As suspeitas em Goiás, Mato Grosso do Sul, Amazonas, Pará e Distrito Federal foram descartadas. Esse é o maior número de casos desde que começaram os registros há 37 anos, informou o Ministério da Saúde. Após o início do surto, em 13 de janeiro de 2017, o governo de Minas Gerais decretou situação de emergência em saúde pública por 180 dias nas áreas do Estado onde há surto da doença. O decreto contempla 152 cidades no entorno de Coronel Fabriciano, Governador Valadares, na Região Leste, Manhumirim, na Zona da Mata, e Teófilo Otoni, no Vale do Jequitinhonha e Mucuri. No mesmo dia, o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, anunciou o repasse de R$ 26 milhões para ações de enfrentamento à febre amarela no Estado. No Espírito Santo, 54 macacos foram encontrados mortos, com suspeita de febre amarela. Esse número posteriormente subiu para 80 mortes, nas regiões Sul e Noroeste do Estado, e em seguida chegou a 400 mortes suspeitas pelo vírus. Em Minas já são 144 municípios com algum tipo de notificação de morte de primatas. Em 70 deles há suspeita; em 22 há investigação em curso, e em 52 dessas cidades a morte dos macacos foi confirmada por febre amarela. Um grupo de especialistas de diferentes Estados do Brasil está se articulando para investigar a relação entre o surto de febre amarela e a degradação do meio ambiente. Eles acreditam que se houvesse mais conhecimento sobre o assunto, a propagação repentina do vírus de tempos em tempos poderia ser prevenida. O surto de febre amarela em Minas Gerais já provocou 38 mortes confirmadas em 2017, segundo o boletim epidemiológico mais recente da Secretaria de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), divulgado na última terça-feira. Outros 45 óbitos estão em análise. No Alto Tietê, a situação ainda está sob controle. Os municípios estão solicitando vacinas na tentativa de evitar o surgimento de casos nas cidades da região.