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Editorial

Reforma da Previdência

16 março 2017 - 08h00 Por Gabriely Machado
Reforma da Previdência

A reforma da Previdência é um assunto polêmico. Vem recebendo muitas críticas e agora gerou uma série de greves e protestos ontem. Sindicatos de várias categorias organizaram uma greve geral contra as propostas pelo Governo do presidente Michel Temer (PMDB). O assunto é polêmico. Requer discussões em torno do assunto. O mais importante, no entanto, é manter os direitos trabalhistas. As manifestações contra o Governo também foram convocadas em todo o País pelas frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, ligadas ao PT, que encabeçaram os protestos contra o impeachment de Dilma Rousseff (PT). Os atos aconteceram em todas as capitais. No Alto Tietê, escolas ficaram em greve e outros setores ficaram prejudicados. O transporte não funcionou pela manhã. Em São Paulo, um protesto também foi convocado para às 16 horas na avenida Paulista, na frente do Masp. Reuniu milhares de manifestantes descontentes com os rumos tomados da reforma. A paralisação nacional afetou principalmente o transporte público e serviços bancários. Houve também bloqueios em rodovias. O sindicato dos metroviários de São Paulo confirmou que organizou paralisação por 24 horas de todas as atividades das linhas do metrô, apesar de uma liminar do Tribunal Regional do Trabalho (TRT-2) que obrigava a categoria a manter o atendimento integral nos horários de pico (das 6h às 9h e das 16h às 19h) e 70% nos restante do dia, sob pena de multa. Além das linhas de metrô, motoristas e cobradores de ônibus decidiram parar da 0h até as 8h na Capital paulista _outra liminar do TRT2 também proibiu o movimento. Já o sindicato dos ferroviários de São Paulo afirmou que as linhas da CPTM não foram paralisadas. Mas, com as demais manifestações a situação ficou complicada. A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) informou que devido à paralisação de parte do transporte público, o rodízio municipal foi suspenso para veículos leves ontem. A cobrança da Zona Azul também foi suspensa em São Paulo. Quem foi ao banco ontem pôde enfrentar problemas também. A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Povo de) convocou os bancários de todo o Brasil a participarem da paralisação. O assunto ainda vai render muitas discussões. É importante que se chegue a um denominador comum, mas sem trazer prejuízos aos trabalhadores.