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Editorial

Confiança da indústria

24 março 2017 - 08h00 Por Gabriely Machado
Confiança da indústria

As indústrias do País frearam seus investimentos por conta da crise financeira. A situação grave ainda persiste, mas existe uma grande expectativa pela retomada dos investimentos. Ontem levantamento mostrou que depois de se manter em baixa por 33 meses consecutivos, o Índice de Confiança da Indústria (ICI) apresentou aumento de 2,9 pontos, atingindo 90,7 pontos, na prévia da Sondagem da Indústria de Transformação, apurada pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV). Este foi o melhor resultado desde maio de 2014 (92,2 pontos). Especialistas garantem que há uma sinalização de retomada da confiança, pois o levantamento mostra que o setor está deixando “a zona mais crítica, embora ainda existam mais empresários insatisfeitos do que satisfeitos”. Caso isso se confirme ficará demonstrada a possibilidade de retomada da economia, com crescimento da produção e do emprego. A recuperação do otimismo empresarial está bem disseminada entre os vários setores. Do total de 19 segmentos sondados, 15 (80%) estão indicando melhora do humor em relação à possibilidade de ampliar a produção, o emprego, as vendas e os investimentos. Participaram do levantamento 781 empresas, cujos representantes foram ouvidos do dia 2 ao dia 20 deste mês. O número equivale a dois terços da composição mensal para o fechamento das consultas, a ser divulgada na próxima quarta-feira. Nas entrevistas, foi constatada melhora tanto das considerações sobre a situação atual quanto das projeções para o médio prazo. O Índice da Situação Atual (ISA) subiu 2,5 pontos e atingiu 88,9 pontos. O Índice de Expectativas aumentou 3,4 pontos, para 92,7 pontos. Com base na Pesquisa Industrial Mensal de Produção Física, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), há observação que há um indicativo de que o fechamento do primeiro trimestre poderá ser o primeiro com alta na produção em 13 trimestres, à exceção do segundo trimestre do ano passado, que “teve desempenho bem pontual”. Sobre o Nível de Utilização da Capacidade Instalada da Indústria, que aumentou 0,2 ponto percentual, atingindo 74,5%, é possível ressaltar que é o terceiro resultado seguido de crescimento. Porém, “esse nível mostra que a indústria ainda está muito ociosa”. É importante que a confiança da indústria exista para que a economia volte a crescer com a retomada das contratações e abertura de mais postos de trabalho.