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Editorial

Alerta para a Febre Amarela

29 março 2017 - 08h00 Por Gabriely Machado
Alerta para a Febre Amarela

O Brasil está em alerta desde o início deste ano por causa da febre amarela, que obrigou o presidente Michel Temer (PMDB) a enviar cerca de 10 milhões de vacinas para os estados afetados. A preocupação com a doença é grande. Municípios de todo o País passaram a solicitar a vacina contra a doença e a implementar um trabalho de conscientização para se prevenir contra a doença. Os especialistas explicam que os dois tipos de febre amarela se diferenciam pelo mosquito transmissor: a silvestre, transmitida pelo Haemagogus e Sabethes, e a urbana, que afeta principalmente os macacos e é transmitida pelo Aedes aegypti, vetor da dengue, do zika vírus e da febre chikungunya. Recentemente, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendou que turistas que pretendam viajar para áreas afetadas pelo surto de febre amarela no Brasil se vacinem contra a doença, mas explicou que a imunização não é necessária se os estrangeiros ficarem longe das regiões de risco. Em comunicado, a OMS indicou as novas áreas afetadas pela surto da doença, que começou em Minas Gerais. Na nova lista, o órgão incluiu Bahia, Espírito Santo e Rio de Janeiro, estados que normalmente recebem muitos turistas durante o Carnaval, e Tocantins. Além de recomendar a vacina para os turistas que pretendem viajar para as áreas citadas, a OMS também sugeriu que os estrangeiros tomem cuidados adicionais para evitar ser picado por mosquitos, conhecer os sintomas e procurar rápido atendimento médico caso esses sintomas se manifestem durante a estadia no País. Apesar da expansão da área considerada de risco para contrair a doença, ainda não foram registrados casos nas regiões metropolitanas do Rio de Janeiro e Salvador, segundo a OMS. No entanto, o órgão deixou claro que as pessoas que viajem para as grandes cidades, mas que pretendam se afastar em direção ao interior, devem se vacinar contra a febre a amarela. Em vista de uma situação de transformação e levando em consideração a chegada de visitantes que vieram ao País por conta do Carnaval, o alerta aumentou no período e após ele. Até o momento, foram registradas mais de 80 mortes e mais de mil casos de febre amarela desde que a epidemia começou. Outros cem possíveis infecções estão sob investigação, de acordo com o governo federal. É importante que as cidades da região estejam em estado de alerta para garantir que nenhum caso seja registrado. O momento é de prevenção junto com um trabalho de conscientização.