Por meio de portaria publicada no Diário Oficial da União, o Ministério da Saúde autorizou o repasse de R$ 19.227.422,73 para a intensificação das ações de vacinação contra a febre amarela. Há 144 mortes confirmadas da doença no País. Até o dia 17 de março, foram confirmados 448 casos da doença no País. Ao todo, foram notificados 1.561 casos suspeitos, sendo que 850 permanecem em investigação e 263 foram descartados. Das 264 mortes notificadas, 144 foram confirmadas, 110 ainda são investigadas e 10 foram descartadas. Ontem, mais uma informação importante. O governo federal estuda a possibilidade de incluir Rio de Janeiro e Espírito Santo – e, se necessário, outros estados – no grupo de unidades federativas que recebem permanentemente doses de vacina contra a febre amarela. O calendário de vacinação rotineira está em 19 estados. Provavelmente, Rio de Janeiro e Espírito Santo deverão ser incluídos nesse calendário regular. Também está sob estudo a possibilidade de, a partir de 2018, incluir a imunização contra a febre amarela no calendário de imunização para crianças com até 5 anos. Para o próximo ano, a área técnica do governo federal, por meio do Ministério da Saúde, propõe também vacinar as crianças com até 5 anos em todos os estados brasileiros. Nos últimos meses foram entregues cerca de 20 milhões de doses a mais em todo o País, além das 16 milhões de doses que são entregues aos 19 estados com vacinação permanente contra a doença. Na reunião que ocorreu, esta semana, no Planalto, foi discutida formas de atender a demanda espontânea nas áreas que não são atendidas permanentemente. O Ministério da Saúde está avaliando quanto seria essa demanda. Dependendo do número de pessoas que queiram ser vacinadas, a decisão será tomada sobre como fornecer o quantitativo necessário. A febre amarela está sob controle e está tecnicamente dentro das recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS). São feitos bloqueios em toda região localizada ao redor de pontos onde foram encontrados macacos mortos. A OMS recomenda uma dose de vacina durante a vida e que, no Brasil, são recomendadas duas doses no intervalo de 10 anos. Para crianças, a recomendação é de uma dose aos 4 meses e outra até 5 anos. Apesar dos casos confirmados, o trabalho dos órgãos de Saúde têm sido intensos. Mas, é preciso se precaver contra a doença levando em conta todas as recomendações para que se evite a proliferação de casos.