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Editorial

Contra uma cidade esburacada

07 abril 2017 - 08h00 Por Gabriely Machado
Contra uma cidade esburacada

Um dos muitos desafios de Suzano e´ acabar com os inúmeros buracos. Ruas do Centro e de bairros próximos e afastados têm o problema. Os buracos são um tormento para motoristas e, principalmente, pedestres, moradores dos bairros, que muitas vezes ligam para reclamar. A solução do problema, geralmente, demora mais do que o esperado. E não é de hoje. Suzano, que também convive com o problema, e tenta solucionar a partir da Operação Tapa-Buraco. O programa deve começar neste mês. Ontem, o DS publicou reportagem mostrando que a empresa Via Nova Pavimentação e Construções Ltda. venceu a licitação para realizar os trabalhos da Operação Tapa-Buraco. O investimento será de R$ 2.177.712 e a previsão é de que os serviços comecem até o final do mês. Quinze empresas participaram do processo licitatório. Antes de abrir a licitação, a Prefeitura fez um consulta com as empresas e havia estimado um investimento de R$ 3.927.933, ou seja, haverá uma economia de cerca de R$ 1,7 milhão, valor 44,55% menor. Para chegar ao investimento total, as empresas apresentaram um valor por tonelada, que foi multiplicado por 5.112 toneladas de massa asfáltica, que serão utilizadas nos 12 meses de contrato. No geral, as ruas e estradas pelo mundo são simples – é basicamente uma laje de concreto ou uma camada de asfalto sobre cascalho, terra compacta ou outro substrato. Segundo o DS consultou, o concreto normalmente é usado em autoestradas e viadutos, já que eles podem facilmente ser transformados em lajes e unidos. Asfalto, por outro lado, é frequentemente usado para trechos longos e estrada no nível do solo. Esse material usa betume, ao invés do cimento do concreto, para juntar a areia e a brita. Ele também exige uma camada de selante para evitar a intrusão da água, segundo especialistas. Os buracos, para serem formados, precisam que dois elementos ocorram simultaneamente: água e tráfego. A intrusão da água no asfalto, normalmente devido a uma vedação incorreta, inicialmente penetra no substrato logo abaixo, afrouxando o solo subjacente. O problema dos buracos atormentam e tira o sono de todos. A situação é ainda mais grave quando se deixa de tentar solucionar o problema. A manutenção depende de onde está a rua. Estradas federais são de responsabilidade do governo federal, enquanto estaduais, obviamente, são dos estados, e as ruas das nossas cidades ficam por conta das prefeituras. Algumas rodovias são mantidas pelo setor privado por meio de concessões – neste caso, cabe às empresas que fazem parte da concessionária cuidar da manutenção das pistas.