Melhorar a educação é um dos grandes desafios para as três esferas de poderes. O investimento em professores, em melhores escolas e meios de facilitar o aprendizado aos estudantes são, em via de regra, algumas medidas que poderiam ser adotadas. Na semana passada, o Ministério da Educação (MEC) decidiu incrementar nova plataforma para garantir um melhor investimento na educação. Decidiu que vai fixar um prazo de até dois anos após a homologação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) para que estados e municípios elaborem os próprios currículos. São os currículos que vão definir como os objetivos de aprendizagem estabelecidos devem chegar aos estudantes nas salas de aula. A expectativa, com tudo isso, é que o MEC assegure o apoio técnico do ponto de vista do suporte para que estados e municípios possam avançar na definição dos currículos que obedecerão as normas gerais e as diretrizes gerais consagradas. Tanto o suporte técnico, como a formação de professores e currículos devem estar absolutamente sintonizados com a nova base que será homologada para garantir, sem dúvida, um aprendizado de mais qualidade. A Base Nacional Comum Curricular define o que deve ser aprendido a cada etapa da vida escolar. Vale tanto para escolas públicas quanto privadas. O ministério entregou a base comum do ensino infantil e fundamental ao Conselho Nacional de Educação (CNE). A expectativa é que, após analisar e elaborar parecer e projeto de resolução, a BNCC volte para o MEC para ser homologada até novembro. Entre junho e setembro, o conselho fará cinco audiências públicas, uma em cada região do país. Se esses prazos forem cumpridos, significa que estados e municípios terão até o final de 2019 ou início de 2020 para concluir os currículos. É importante que esse movimento não apenas para a construção dos currículos, mas também de um diálogo federativo com regime de maior colaboração, que em alguns territórios possam ser discutidas linhas curriculares semelhantes, para que não haja tanta disparidade. Já entre os municípios, as situações são distintas, alguns estão mais avançados e outros precisam de mais tempo para concluir os próprios currículos, segundo o dirigente municipal de Educação de Goiânia, Marcelo Ferreira da Costa, presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) Goiás. Os investimentos em educação são, sem dúvida, os mais prioritários porque visam garantir o futuro de uma nação.