As entidades assistenciais têm sua importância no cumprimento de atividades que garantem atendimento aos mais carentes, aos desamparados e às crianças, idosos e necessitados. É importante que exista, por parte dos governos municipal, estadual e federal o apoio que venha garantir o amplo atendimento aos cadastrados. Mas é relevante também que essas entidades mantenham seus serviços com transparência, prestem contas públicas de seus trabalhos e atendimentos. O DS publicou na edição de ontem reportagem mostrando que muitas entidades precisam se regularizar para continuar atendendo e recebendo recursos públicos. Só para se ter uma ideia, o Tribunal de Contas do Estado (TCE) proibiu 33 entidades da região de receberem recursos públicos do governo do Estado ou da Prefeitura. A reportagem mostrou que os repasses, subvenções ou contribuições foram suspensos por irregularidades dos órgãos. No Alto Tietê, Itaquaquecetuba e Ferraz são as cidades com mais instituições em situação pendente. A lista é considerada informação pública e foi publicada no site do TCE neste mês. A reportagem mostrou também que, em Itaquá, sete entidades estão com os repasses suspensos, como o Grupo de Apoio ao Menor Abandonado (Gamar), que possui mais de um processo levantado. Em uma das situações, em 2012, a prestação de contas do órgão foi irregular, assim foi necessário devolver R$107,6 mil cedidos pela municipalidade e proibir o recebimento de verbas novamente. Outras sete instituições estão inabilitadas em Ferraz. Uma delas é o Esporte Clube Ferraz que não apresentou relatório das atividades desenvolvidas com o dinheiro público. No ano de 2008, R$ 682 mil foram repassados ao órgão. Na região, foram cinco associações esportivas com recursos suspensos. Escolas de samba também foram indicadas na lista. Em Poá, as prestações de contas do Bloco Carnavalesco Vai Quem Quer Futebol e Samba foram ausentadas. A entidade recebeu R$ 8,8 mil em 2007. O trabalho do TCE, nesse caso, tem sido importante para garantir não o corte dos recursos, mas a transparência do trabalho assistencial. Afinal esse é um serviço que envolve setores da sociedade, carentes, que precisam de ajuda. Melhorar o atendimento e a transparência também passa por um amplo cumprimento de prestação de contas, de um trabalho cada vez mais sério e de credibilidade.