Na semana passada, prefeitos de diferentes cidades do País foram a Brasília cobrar melhorias para seus municípios. Reivindicaram, entre outras coisas, uma maior parcela do “bolo financeiro” da União para as cidades, que vivem em condições econômicas complicadas. As dificuldades para honrar pagamentos, folha do funcionalismo e execução de obras são grandes. Na semana passada, a Confederação Nacional dos Municípios (CNM), no entanto, fez um balanço positivo sobre a Marcha dos Prefeitos a Brasília, movimento que busca a melhoria da participação dos municípios nas decisões econômicas nacionais. Na avaliação da CNM, os 20 anos de Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios foram de conquistas obtidas por meio do movimento. Em todo esse período, a confederação calcula que os benefícios aos municípios superam a marca de R$ 529 bilhões. Com esse valor, as cidades conseguiram melhorar “apenas um pouco” a situação financeira. O que levou as cidades de todo o País a desenvolver o movimento foi a difícil situação financeira enfrentada pelas prefeituras e o aumento de atribuições repassadas aos municípios. Algumas das conquistas obtidas pelo movimento da Marcha dos Prefeitos foi enumerada, como o Imposto Territorial Rural (ITR), a contribuição de iluminação pública, a lei que trata da repatriação, o Imposto sobre Serviços, a questão da previdência social, o aumento do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). O movimento dos municípios já foi marcado por polêmicas. A primeira se refere à Marcha realizada em 1998, quando os prefeitos foram recebidos por cachorros e cavalos no Palácio do Planalto. Foi exatamente naquele ano, segundo a CNM, que se marcou o surgimento de um movimento capaz de unir prefeitos dos 5.568 municípios brasileiros. Até aquele momento, as cidades tinham pouca força e, como consequência, enfrentavam um pacto federativo cada mais desigual. A Marcha foi criada em Praia Grande, no litoral paulista. O presidente da CNM destacou que a entidade vinha obtendo o reconhecimento devido à participação e aos posicionamentos tomados frente a temas importantes. É importante que as cidades continuem cobrando melhorias e a partilha “adequada” dos recursos da União, uma vez que os serviços assumidos pelas prefeituras extrapolam as responsabilidades municipais.