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Editorial

Maternidades

01 julho 2017 - 05h00 Por Gabriely Machado
Maternidades
Enfrentar crises não é novidade para os hospitais que atendem usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), sobretudo porque, cada vez mais, o teto de “contribuição oficial”, por meio do governo federal vem caindo. A maioria das instituições convive com a falta de recursos e com o subfinanciamento crônico, desde que o sistema, que completou 20 anos em 2008, foi criado. A crise econômica mundial, entretanto, agravou estes problemas e deixou gestores e funcionários em estado de alerta.
Agora afeta também mais diretamente as maternidades. O Alto Tietê também não escapa dos problemas. Na edição de ontem, o DS trouxe informação de que a Santa Casa de Misericórdia de Mogi das Cruzes anunciou a suspensão temporária do atendimento da Maternidade. A decisão é terrível para as gestantes da cidade.
Não houve o que fazer. Após uma reunião realizada entre a diretoria do hospital e o secretário de Saúde, Téo Cusatis, em função da superlotação registrada nos últimos dias, a saída foi paralisar o atendimento.
A Maternidade de Mogi contava com 73 pacientes internadas para um total de 38 vagas. Deste total, 25 foram acomodadas em outras enfermarias da Santa Casa. 
Não há dúvida de que é uma situação muito preocupante e que exige, mais uma vez, a adoção de medidas emergenciais visando evitar danos irreparáveis às pacientes que procuram ou que já estão em acompanhamento na unidade.
A situação é preocupante apenas na Maternidade, porque a grande maioria dos bebês que nasceram nos últimos dias está saudável, com peso normal e podendo desfrutar do alojamento conjunto com as mães.
Desde o mês passado, a Santa Casa de Misericórdia de Mogi das Cruzes tem registrado aumento significativo na demanda da Maternidade. Em maio, a unidade mogiana já havia registrado superlotação na maternidade. Na ocasião, o local - que tem 38 leitos - estava atendendo 71 gestantes. A provedoria da unidade informou, na época, que acredita que um dos fatores para esta alta é o desemprego, que fez com que os mogianos migrassem para o sistema público. 
É preciso agora uma boa ajuda do governo estadual para tentar garantir o atendimento às gestantes. É um serviço essencial que não pode esperar.