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Editorial

Riscos das redes sociais

09 julho 2017 - 05h00 Por Gabriely Machado
Riscos das redes sociais
Quando nos cadastramos em sites como as redes sociais, somos responsáveis pelos dados que são disponibilizados nesses espaços. Navegar na internet com responsabilidade é um dever de todos. E nunca é demais receber dicas e orientações sobre como utilizar esses recursos. 
Especialistas afirmam que navegar pela internet é como caminhar na rua, temos as leis de trânsito, as normas e os cuidados com a sinalização. Apesar de a internet parecer um local onde "tudo é possível", também temos que seguir certas regras e cuidados.
Há riscos grandes, caso a internet não seja utilizada de forma adequada. Na semana passada, um caso acirrou ainda mais a preocupação com as redes sociais.
Um homem de 27 anos suspeito de cometer abusos sexuais contra, pelo menos, 30 menores entre 7 e 17 anos foi preso pela Polícia Federal (PF), em Poá. Após ser indiciado ficará à disposição da 6ª Vara da Justiça Federal de Guarulhos.
A PF informou que o caso foi descoberto por meio de uma cooperação policial internacional com os Estados Unidos, o que permitiu detectar fluxo de material pornográfico envolvendo menores por uma rede social, tendo sido instaurado o inquérito policial há cerca de dois meses.
De acordo com as investigações, o suspeito escolhia as suas vítimas a partir das fotos que elas publicavam no Facebook e, depois, fazia contatos, fingia ser fotógrafo profissional prometendo ser o intermediário em uma carreira de modelo. Assim que ganhava a confiança, partia para o ataque, pedindo que as vítimas tirassem fotos de si próprias nuas. Para convencê-las, o acusado indicava fotos de garotas em perfis falsos de modelos, criados por ele, dizendo que elas teriam atingido o sucesso por iniciativa dele.
Após conseguir a primeira foto das vítimas nuas, o investigado as obrigava a enviar imagens mais constrangedoras sob a ameaça de publicar as fotos já obtidas. 
O suspeito responderá pelos crimes de estupro de vulneráveis, produção, posse e divulgação de arquivos de abuso sexual de menores, e caso seja condenado, poderá pegar penas entre 17 e 36 anos de prisão.
É preciso que pais e as autoridades tenham cada vez mais consciência dos riscos. A investigação será importante para tentar derrubar casos preocupantes e que possam destruir vidas, principalmente de crianças.