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Editorial

Crescimento ‘pequeno’

02 agosto 2017 - 05h00 Por Gabriely Machado
Crescimento ‘pequeno’
A situação financeira econômica do País continua crítica. Apesar de sinais de melhora, ainda será preciso avançar. Ontem, uma notícia trouxe um pouco de ânimo. A produção industrial brasileira encerrou o primeiro semestre com crescimento de 0,5%. Apesar do crescimento pequeno é o melhor resultado para os seis primeiros meses desde a expansão de 3% no mesmo período de 2013.
Os dados fazem parte da Pesquisa Industrial Mensal Produção Física Brasil (PIM-PF) divulgada ontem, no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Apesar do crescimento no primeiro semestre do ano, na série livre de influências sazonais, a indústria fechou junho com variação nula frente a maio, após dois meses consecutivos de crescimento, período em que acumulou expansão de 2,5%.
Na série sem ajuste sazonal, no confronto com igual mês do ano anterior, o resultado da indústria apontou expansão de 0,5% em junho de 2017, segundo resultado positivo consecutivo, mas menos intenso do que os 4,1% do mês anterior, na mesma base de comparação.
Já a taxa anualizada, indicador acumulado nos últimos 12 meses, fechou junho com queda de 1,9%, dando prosseguindo a redução no ritmo de queda na taxa anualizada, que vem se verificando desde junho de 2016, quando a retração da indústria foi de 9,7%,
A estagnação verificada de maio para junho reflete queda em duas das quatro grandes categorias econômicas e em 12 dos 24 ramos industriais pesquisados.
Segundo o IBGE, a desaceleração da indústria de maio para junho, com resultados negativos em metade das atividades do parque fabril, se deve a quedas na fabricação de veículos automotores (-3,9%); derivados de petróleo (-1,7%) e produtos farmacêuticos (recuo de 9,2%).
Na análise de longo prazo, a indústria automotiva, diz o IBGE, vem puxando resultados positivos, tanto na comparação com 2016, quanto no índice acumulado no primeiro semestre de 2017.
A produção de automóveis, caminhões e carrocerias sofreu retração na demanda doméstica, mas tem ocorrido uma busca bem-sucedida pelos mercados internacionais, o que ajuda a reduzir estoques.
A notícia é um pouco animadora, sobretudo, por conta da possibilidade de abertura de novos postos de trabalho. 
Ou seja, existe sim essa perspectiva positiva em relação a geração de empregos.
O patamar de 2016 foi marcado por perdas significativas no setor, o que gera uma base de comparação mais baixa e, consequentemente, uma variação positiva. Entre as duas das quatro grandes categorias econômicas que ajudaram a estagnação da atividade econômica de maio para junho, o principal destaque ficou com o setor de bens de consumo duráveis, que, ao recuar 6%, fechou com a maior queda no mês, eliminando parte do avanço de 9,5% de abril e maio. Nesse momento é importante acompanhar as perspectivas econômicas que poderão avançar.