Levantamento da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) mostra que, no ano passado, a companhia gastou mais de R$ 4,3 milhões com um total de 3.050 casos de vandalismo. Esse valor, ressalta a empresa, poderia ser investido em modernização de estações, por exemplo.
O DS trouxe reportagem mostrando a situação crítica e os prejuízos para os trens da companhia.
Segundo a CPTM, medidas de segurança são adotadas, como construção de muros ao redor da faixa ferroviária, instalação de câmeras frontais nos trens e rondas de agentes de segurança. Mas boa parte desses atos acontece de fora da linha férrea.
Em toda a região, a CPTM registrou 69 casos de vandalismo nas linhas 11-Coral e 12-Safira em 2017. O número representa 35,94% do computado em todas as linhas do Estado. Nas seis linhas foram contabilizados 192 ocorrências.
A quantidade de registros aumentou 4,55%, nas duas linhas que cortam a região, na comparação do o ano passado com os seis primeiros meses deste ano. Na Linha 11-Coral (Luz-Estudantes), o crescimento de vandalismo chegou a 72,22%. Foi o maior aumento de casos do Estado. Isso porque em 2016 foram computados 18 casos e no primeiro semestre deste ano, o número chegou a 31 ocorrências. Além da Linha 11, somente as linhas 8-Diamante e 10-Turquesa tiveram aumento no número de casos no Estado.
Atos de vandalismo contra trens da CPTM não prejudicam somente a empresa. Os danos em composições atingem, principalmente, os usuários que, além de pagar por eles, sofrem com a retirada das composições de circulação por períodos que variam de horas a dias.
Para conscientizar os usuários sobre esse problema que afeta a ferrovia, a CPTM lançou recentemente uma campanha nas redes sociais, nos trens e nas estações, sensibilizando o público para essa questão. Foram exibidos vídeos nos monitores dos trens, os empregados das estações emitirão avisos sonoros e cartazes serão fixados nas dependências da companhia.
Na Linha 12-Coral (Brás-Calmon Vianna), por exemplo, foram registrados 48 casos no ano passado inteiro e 38 nos primeiro semestre deste ano.
Segundo a CPTM, em 2016, foram registrados 3.050 casos de vandalismo em trens que, custaram R$ 4,3 milhões aos cofres públicos. Desse total, 188 foram atos contra vidros para-brisas dos trens. Já em 2017, o prejuízo foi de R$ 2,8 milhões somente com troca de para-brisas nos trens de todas as linhas. É preciso combater esses problemas.