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Editorial

Pessoas desaparecidas

27 agosto 2017 - 05h00 Por Gabriely Machado
Pessoas desaparecidas
O número de casos de desaparecimento de pessoas no País é muito maior do que estimam o governo e entidades civis organizadas. Um levantamento feito em 19 estados, para identificar o tamanho desse problema revelou números alarmantes: uma pessoa desapareceu no Brasil, em média, a cada 11 minutos. Foram 141 por dia e, ao todo, 51.703 mil casos registrados em delegacias de polícia. Para as estimativas oficiais, eles seriam cerca de 40 mil por ano.
Nesta semana para criar um sistema nacional de buscas integrado e desenvolver ações conjuntas para sistematizar procedimentos, comunicações e registros de notícias de pessoas desaparecidas ou vítimas de tráfico humano, com cruzamento de dados, foi assinado esta semana acordo de cooperação para a criação e expansão do Sistema Nacional de Localização e Identificação de Desaparecidos (Sinalid). O acordo foi feito entre o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ) e o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).
A gestão técnica do sistema será feita pelo Ministério Público do Rio, que implantou, em 2010, o Programa de Localização e Identificação de Desaparecidos (Plid).
Segundo o coordenador do Plid-RJ, André Luiz de Souza Cruz, o Ministério Público de São Paulo adotou o sistema em 2013 e o do Amazonas em 2015. Agora, com a assinatura do termo, o MP da Bahia também adere ao sistema e, segundo ele, Goiás, Paraná, Santa Catarina e Sergipe já demonstraram interesse.
Cada ministério público tem uma unidade do programa e trocamos informações em tempo real. 
No momento em que se registra o desaparecimento de uma pessoa em outro estado, temos como localizar a pessoa. Existem causas policiais para o desaparecimento que devem ser tratadas pela polícia. 
A iniciativa consiste em complementar ao Cadastro Nacional de Crianças e Adolescentes Desaparecidos não apenas de registro dos desaparecimentos funcionando como um mecanismo de busca das pessoas.
Especialistas afirmam que existem fluxos migratórios do Norte e Nordeste para o Rio de Janeiro e São Paulo e vice-versa. 
No Rio de Janeiro já existe a integração com alguns órgãos policiais e abrigos da prefeitura e que, apenas com o cruzamento de informações, o programa de localização de pessoas tem uma taxa de resolutividade de 38%, para uma média de 530 desaparecimentos por mês.