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Editorial

‘Salvação’ na rede básica

26 outubro 2017 - 05h00 Por Gabriely Machado
‘Salvação’ na rede básica
A rede básica de Saúde de Poá pode ser uma importante alternativa para o fechamento do setor pediátrico de Poá.
A situação por lá preocupa, principalmente porque a quantidade de crianças atendida na unidade hospitalar é significativa.
 
Mas, ontem, conforme reportagem do DS, o vice-prefeito e secretário de Saúde de Poá, Marcos Ribeiro da Costa, o Marquinhos Indaiá, deu detalhes sobre o que a administração municipal pretende fazer.
Para isso, o serviço pediátrico da unidade será redirecionado para as Unidades Básicas de Saúde (UBSs). A rede básica recebeu reforço de quatro profissionais, e contará com 19 pediatras distribuídos em oito UBSs. Além disso, ele destacou que a administração municipal discute a criação de um Pronto Atendimento (PA) 24 horas para caso o hospital encerre as atividades. 
Com isso, somente casos pediátricos de urgência e emergência serão atendidos no hospital. E quem vai realizar o atendimento às crianças será um clínico geral. Os outros casos serão encaminhados para as UBSs. 
 
A decisão sobre a pediatria foi necessária devido ao alto valor com pagamento de horas-extras que estava sendo registrado no Guido Guida, segundo informou a administração.
A Prefeitura de Poá explicou que o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) levará as crianças em casos graves para o Hospital Regional de Ferraz de Vasconcelos ou para a Santa Casa de Misericórdia de Suzano. O transporte é de competência de Poá. 
 
Na edição de ontem, o DS mostrou também que o secretário garante que a administração pensa em alternativas para um possível fechamento do hospital. A Prefeitura já estuda formas para não deixar a população sem atendimento. 
Tornar postos de saúde em 24 horas passou por discussão. 
 
A situação de Poá ficou dificultada desde a queda do Imposto Sobre Serviços (ISS). A cidade sentiu impacto financeiro. 
A crise na saúde é um desafio grande, que terá de ser suplantado em Poá. 
A situação crítica não acontece só na cidade.
Outros municípios do Alto Tietê estão enfrentando o mesmo problema e procurando formas para manter o atendimento para os pacientes.