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Editorial

Confiança do comércio

28 outubro 2017 - 05h00 Por Gabriely Machado
Confiança do comércio
Nesta semana foi divulgado o Índice de Confiança do Comércio, medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), que cresceu 3,3 pontos na passagem de setembro para outubro deste ano e atingiu 92,5 pontos, em uma escala de zero a 200 pontos. 
Com essa, que é a segunda alta consecutiva, o indicador registra o maior nível desde agosto de 2014 (quando alcançou 92,7 pontos).
Não há dúvida que o comércio precisa de confiança para investimento. 
O comerciante exerce uma atividade vital para o desenvolvimento da economia de uma nação: o comércio, isto é, permutação de produtos, troca de valores, relação de sociedade ou negócio. 
Em relação ao mercado de trabalho, o comércio é um dos setores que mais geram empregos no País. 
Segundo a FGV, o empresário do comércio está mais confiante tanto em relação ao momento atual quanto em relação ao futuro. 
O Índice de Expectativas, que avalia as opiniões sobre os meses seguintes, teve uma alta de 4,1 pontos e atingiu 99,2 pontos.
Já o Índice da Situação Atual, que avalia as opiniões dos empresários sobre o momento presente, subiu 2,3 pontos e alcançou 86,2.
De acordo com o coordenador da pesquisa, Rodolpho Tobler, a alta do índice nos últimos dois meses “reforça a percepção de que o efeito da crise política de maio passou completamente e de que os indicadores de confiança do setor retomam a tendência de alta do início do ano", afirmou, em referência às denúncias dos executivos do grupo J&F, Wesley e Joesley Batista, que gravaram o presidente Michel Temer e outras autoridades, o que deu início a investigação por suspeita de corrupção passiva e impactou o mercado.
Não há dúvida que o comércio é essencial, pois se não vende não adianta produzir, então ele é o elo importantíssimo da cadeia produtiva brasileira. O comércio é emprego direto. 
Há em São Paulo 2,7 milhões de comerciários. 
Por tudo isso, é importante que o grau de confiança seja favorável para novos investimentos, para a geração de emprego e renda.
O País começou a ter melhoras na economia. A expectativa é positiva para os próximos meses com saldos positivos.