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Editorial

Desemprego em queda

01 novembro 2017 - 05h00 Por Gabriely Machado
Desemprego em queda
O desafio de gerar empregos no País passa também por um trabalho amplo, importante e direto dos municípios.
As dificuldades são grandes. A taxa de desemprego ainda assusta. Ontem, novos dados foram divulgados. A taxa de desocupação fechou o trimestre encerrado em setembro deste ano em 12,4%, com recuo de 0,6 ponto percentual em relação ao finalizado em junho. Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Atualmente, 13 milhões de pessoas estão desempregadas, segundo a pesquisa.
A queda, que leva a taxa ao índice mais baixo do ano, continua influenciada pelo aumento da informalidade: dos 91,3 milhões de pessoas ocupadas no fechamento do trimestre encerrado em setembro, 22,9 milhões trabalhavam por conta própria, um crescimento de 1,8% na comparação com o trimestre anterior; e 10,9 milhões eram empregados do setor privado sem carteira de trabalho assinada.
Com o crescimento de 1,2% da população ocupada em relação ao trimestre anterior, mais 1,1 milhão de pessoas ingressaram no mercado de trabalho, o que elevou a população ocupada para os 91,3 milhões de pessoas empregadas.
A falta de emprego não é nenhuma novidade no País. Durante muitos anos, a estagnação econômica impediu a ampliação dos postos de trabalho no Brasil e, mais do que isso, reduziu o salário pago aos empregados. Mas o que se vê hoje, em pleno processo de estabilidade da economia, é um cenário ainda mais duro do que aquele que se via nos tempos de inflação. O desemprego está chegando cada vez mais perto do nosso círculo de convivência. Com certeza, cada pessoa, geralmente, tem um amigo ou parente próximo que perdeu o emprego nos últimos meses. 
Nos dados divulgados ontem a constatação é de que o número de desocupados registrado em julho, agosto e setembro representa uma queda de 3,9% em relação ao trimestre imediatamente anterior – menos 524 mil pessoas; já no confronto com igual trimestre de 2016, houve uma alta de 7,8% no número de desempregos – mais 939 mil de pessoas.
Já o número de empregados com carteira de trabalho assinada se manteve estável no trimestre, se comparado com o período anterior, e chegou a setembro em 33,3 milhões. 
Especialistas afirmam que a crise econômica mundial continuou travando o crescimento nos países desenvolvidos em 2015. 
Os efeitos sobre o Brasil se agravam com os problemas internos, como a desindustrialização, a queda dos investimentos e nos preços das commodities, a crise institucional, entre tantos outros problemas, repercutindo na progressiva redução do nível de atividade. 
Como resultado, há um declínio da economia brasileira estimado em -4,0% no PIB. Diferentes estimativas indicam nova queda do PIB para 2016 (entre -2,0% e -3,0%). A crise econômica mundial continuou travando o crescimento nos países desenvolvidos.