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Editorial

Febre amarela

05 novembro 2017 - 05h00 Por da Reportagem Local
Febre amarela
O aumento de casos de febre amarela silvestre (transmitida em regiões rurais e de mata) em algumas cidades do País pode ser um surto cíclico da doença.
No interior de São Paulo, mortes foram confirmadas como causada pela febre amarela silvestre.
A doença é considerada endêmica nas regiões rurais e de mata do Brasil, onde é transmitida por mosquitos de espécies diferentes, como o Haemagogus e o Sabethes, para macacos e, ocasionalmente, para humanos não vacinados. Mas não há registro de casos em áreas urbanas - onde o vetor é o mosquito Aedes aegypti - desde 1942.
Na semana passada, São Paulo passou a ter 15 parques fechados em medida preventiva contra a febre amarela. Além dois cinco parques que já estavam interditados (dois estaduais e três municipais), mais dez parques da Prefeitura estarão fechados por tempo indeterminado.
A medida foi tomada porque a área pode ter a presença do mosquito transmissor do vírus da febre amarela, segundo informou a Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente.
O número de Unidades Básicas de Saúde (UBS) aumentará para 37. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, a expansão deve prosseguir até atingir todas as unidades da região ou, em caso de nova ocorrência, será feita gradualmente ao longo da semana e somada às unidades que já iniciaram a imunização.
Preocupados com a febre amarela, os suzanenses procuram o Centro de Saúde II (CSII) para se imunizarem contra a doença. Segundo eles, toda prevenção é importante, mesmo sabendo que a região da cidade é descartada como área de risco. Isso porque também muitos vão viajar para lugares distantes. A Secretaria Municipal de Saúde informou que até o momento não há caso de febre amarela registrado em Suzano.
Em Suzano, o DS trouxe reportagem na semana passada mostrando que muitas pessoas estão à procura dos postos de Saúde com objetivo de tomar a vacina.
Mas, a Secretaria de Saúde de Suzano garante que não há motivos para preocupação.
A febre amarela é uma doença infecciosa febril aguda, de duração máxima de dez dias, e gravidade variável. 
É provocada por um vírus, o flavavírus, transmitido por um mosquito. 
O mosquito adquire o vírus depois de picar uma pessoa infectada, e o transmite ao picar uma vítima saudável. Os sintomas da doença são dor de cabeça, calafrios, náuseas, vômito, dores no corpo, icterícia - pele e olhos ficam amarelos - e hemorragias na urina, nas gengivas, nariz, estômago e intestino. O tratamento para a doença envolve apenas o controle dos sintomas.