O uso de cães no combate às drogas tem dado resultados positivos. O trabalho busca tirar proveito das duas principais características dos cães que desempenham essa função: faro apurado e personalidade curiosa.
Os cães passam por meses de trabalho, quando aprendem a identificar os diversos tipos de drogas e a se comportar em público.
A escolha dos cachorros para o emprego de caça-bagulhos se dá em função de seu olfato poderoso.
A história conta que esses animais começaram a ser usados para farejar substâncias ilegais no fim dos anos 60, durante a Guerra do Vietnã (1959- 1975), quando o consumo de heroína entre soldados tornou-se um sério problema para o Exército dos EUA. No início, a capacidade olfativa era um fator decisivo na seleção dos animais, mas hoje o que qualifica, de fato, um cão é o seu interesse por procurar e encontrar objetos, explicaram especialistas.
Em Suzano, o trabalho é importante e tem resultados positivos.
Na edição de domingo, o DS trouxe reportagem especial sobre o trabalho da equipe do Canil do 32° Batalhão da Polícia Militar Metropolitano (BPM/M) de Suzano encerrou o mês de outubro com êxito em ao menos sete operações no Alto Tietê, sendo seis ocorrências de tráfico e uma captura de procurado, além de 10 prisões.
O bom desempenho do cão Judá, por exemplo, contra as drogas ganha os noticiários da região desde 2014. Isso porque o pastor belga de Malinois realizou a primeira localização ainda aos sete meses de vida. Atualmente, a setorial conta com 15 cachorros operacionais, três deles são de faro e os demais treinados à contenção.
Todo o treinamento e cuidado dos animais ficam por conta de duas equipes de oito agentes da Polícia Militar (PM).
De acordo com a polícia, este diagnóstico acontece desde o primeiro dia, visando sempre o bem-estar animal.
Assim como as qualidades de cada animal, as características das raças também são levadas em consideração na hora do adestramento. Por exemplo, os cães pastor belga de Malinois e labradores são indicados ao trabalho de faro, enquanto os rottweiler e pastor alemão costumam ser bons para guarda.
Os cachorros passam por treinamentos diários, cada qual com o policial condutor correspondente. A ligação entre os animais e os agentes se dá pelo entendimento de personalidade.
É comum ver durante o trabalho de policiais o uso de cães, seja na dramaturgia ou na vida real, um policial acompanhado de um cão é uma cena comum, mas, poucas vezes nos questionamos qual a função e a importância dos cães para a polícia.
Os cães, conhecidos como os melhores amigos do homem, são importantes guardiões, responsáveis por proteger casas e pessoas, e podem ainda auxiliar em tarefas muito importantes no trabalho da Polícia e do Corpo de Bombeiros.