Os investimentos voltaram? As empresas e os consumidores estão mais otimistas?
De fato a economia do País sofreu ligeira melhora.
O mercado de ações quebra recordes. Depois da longa recessão, os indicadores mostram que a economia brasileira recupera o fôlego e que o País está pronto para sair do marasmo.
Em um cenário de dificuldades financeiras, parece que o País começou a respirar melhor.
Nesta semana, o Banco Central (BC) aumentou a projeção para o crescimento da economia este ano e em 2018.
A estimativa para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todos os bens e serviços produzidos no País, foi ajustada de 0,7%, projeção de setembro, para 1%, de acordo com o Relatório de Inflação divulgado no site do BC.
Para 2018, a estimativa subiu de 2,2% para 2,6%, “em linha com a retomada gradual da atividade econômica ao longo do ano e com as perspectivas de sua continuidade nos próximos trimestres”.
Neste ano, a produção agropecuária deverá crescer 12,8%. A projeção para o desempenho do setor industrial é de queda de 0,3%. O setor de serviços deve apresentar crescimento de 0,3%.
A expectativa para os investimentos (Formação Bruta de Capital Fixo) deve apresentar retração de 2,5%. A previsão para o consumo das famílias é 1,2%.
Indústria deve ter expansão de 2,9%
Em 2018, o BC projeta recuo de 0,4% na produção agropecuária, em linha com o primeiro levantamento de safra divulgado em novembro.
O crescimento da indústria é estimado em 2,9% e do setor de serviços em 2,4%. O consumo das famílias deve crescer 3%, com a melhora da renda, do crédito e sob efeito do “carregamento estatístico de 2017”, ano de recuperação da economia. Para os investimentos, a expectativa de crescimento é de 3%, com a melhora esperada para o setor de construção civil.
Juros menores também contribuem. Levam à diminuição do custo de empréstimos oferecidos por instituições financeiras. Diante de condições melhores de financiamento, o consumidor muda de comportamento.
Em vez de recuar, ele parte para o ataque, comprando uma casa, um carro ou um simples eletrodoméstico. Quanto mais gente estiver disposta a abrir a carteira, mais as empresas terão que produzir. Para acelerar suas fábricas, elas contratam funcionários. Quem está empregado tem dinheiro para consumir.
Assim, o processo se “retroalimenta”. E a economia respira. Para que o Banco Central tenha margem para cortar a Selic, exige-se outra condição essencial: que a inflação esteja sob controle. É o caso brasileiro. Depois de um longo período de disparada, os preços estão finalmente estáveis.