O serviço público é uma atividade “prestacional”, caracterizada pela presença direta ou indireta do Estado, no desenvolvimento do exercício, que atende o princípio do interesse público. E, quando esse serviço funciona, como utilidade pública, bem merece ser destacado.
Nesta semana, o DS trouxe reportagem sobre importante serviço prestado pela Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) dos objetos perdidos por usuário que utilizam as linhas.
Só para se ter uma ideia, em 2017, foram 13.520 itens perdidos na Linha 11-Coral e 14.465 na Linha 12-Safira. Totalizando 27.985 mil objetos. O número apresentado em 2016, foi de 27.259. Ou seja, no último ano o crescimento foi de 2,66%.
O aumento se deve expressivamente a Linha 11 - Coral (Estudantes - Luz). Nela o número passou de 11.700 (2016) para 13.520 (2017). Um aumento de 1.820 no número de objetos esquecidos. Já na Linha 12-Safira (Brás – Calmon Viana), houve redução nesses números. Indo de 15.559 (2016) para 14.465 (2017).
O serviço tem fundamental importância no cotidiano do passageiro da região. Hoje, a perda de objetos e documentos é algo muito comum e quando existe um espaço onde é possível encontrar aquilo que se perde é algo muito importante.
A reportagem publicada pelo DS motrou que no ranking estadual, em 2017, as linhas Safira e Coral ocuparam, respectivamente, o terceiro e quarto lugar. A campeã de itens perdidos foi a Linha 9-Esmeralda com 16.370. Os dados foram divulgados, ontem, pela CPTM. Todos os itens são levados para à Central de Achados e Perdidos.
Segundo a CPTM, na Central de Achados e Perdidos é possível encontrar todo tipo de objetos. Desde manequins até documentos. Na Linha 11-Coral, a mais movimentada, 8.490 do total de itens esquecidos eram documentos.
Entre os artigos inusitados na Central de Achados e Perdidos - que funciona das 7 às 19 horas, exceto feriados, na Estação Palmeiras-Barra Funda -, estão pneus, próteses dentárias, gaiola e, acreditem, um drone.
Os serviços públicos são de fundamental importância para a sociedade. E mesmo que alguns membros da sociedade, em alguns momentos, não tenham que utilizar alguns desses serviços, devem também lutar para que estes sejam realizados da melhor forma possível, de forma a beneficiar o restante das pessoas, e talvez, a si mesmo, utilizando serviços de utilidade que funcionem bem como é o caso do setor de achados e perdidos da CPTM.