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Editorial

OMS e a febre amarela

24 janeiro 2018 - 05h00 Por Gabriely Machado
OMS e a febre amarela
A Organização Mundial de Saúde (OMS) está atenta aos casos de febre amarela no Brasil. 
São Paulo, já apontado pela organização como área de risco, vem sendo monitorada de perto. No estado, os casos não param de crescer.
Ontem, técnicos da OMS avisaram que chegam ao Brasil na próxima segunda-feira para acompanhar o fracionamento da vacina contra a febre amarela. 
A informação foi divulgada pelo Ministério da Saúde, que tem se reunido semanalmente com o órgão das Nações Unidas para tratar do surto da doença no país.
De acordo com a pasta, a previsão é que os agentes internacionais desembarquem em São Paulo e acompanhem no próprio estado o fracionamento da vacina. Além de São Paulo, o Rio de Janeiro também inicia, amanhã, a imunização de municípios pré-selecionados contra a febre amarela.
Em São Paulo, 54 municípios participam da campanha, com previsão de vacinar 8,3 milhões de pessoas, sendo 6,3 milhões com a dose fracionada e 2 milhões com a padrão. Já no Rio de Janeiro, 7,7 milhões de pessoas deverão receber a dose fracionada e 2,4 milhões a padrão, em 15 municípios.
Até o momento, a campanha de vacinação no estado da Bahia permanece na data prevista (entre 19 de fevereiro e 9 de março). Na Bahia, 2,5 milhões de pessoas serão vacinadas com a dose fracionada e 813 mil com a dose padrão em oito municípios.
O objetivo da campanha, segundo o ministério, é evitar a expansão do vírus para áreas próximas de onde há circulação atualmente. No total, 21,7 milhões de pessoas destes municípios deverão ser vacinadas durante a campanha, sendo 16,5 milhões com a dose fracionada e outras 5,2 milhões com a dose padrão.
O governo afirma que a adoção do fracionamento das vacinas é uma medida preventiva e recomendada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) quando há aumento de epizootias e casos de febre amarela silvestre de forma intensa, com risco de expansão da doença em cidades com elevado índice populacional.
A situação ainda preocupa nas cidades da região do Alto Tietê, assim como em todo o Estado de São Paulo e País.
Com as medidas que vêm sendo tomadas espera-se que a solução para um possível surto da doença seja encerrada.