A situação de casos de febre amarela preocupa o País, mas ontem o ministro da Saúde, Ricardo Barros, reafirmou que existe estoque suficiente para imunizar, com doses fracionadas da vacina, todos os brasileiros que ainda não foram vacinados contra a febre amarela. No entanto, o ministério manterá a estratégia de imunizar apenas a população das áreas afetadas pela doença.
O corre-corre nos Postos de Saúde das cidades da região e de todo o Estado de São Paulo foi só o que se viu durante as últimas semanas. Houve até registros de tumultos.
No entanto, o ministro inaugurou, ontem, na cidade de Embu das Artes, na Região Metropolitana de São Paulo, a linha final de produção da vacina contra febre-amarela da empresa privada Libbs Farmacêutica, em parceria com Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos) da Fiocruz. A pasta aguarda aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para iniciar a comercialização.
A nova linha de produção deverá aumentar em 100% o fornecimento da vacina ao ministério.
Ele garantiu que há doses fracionadas para todos os brasileiros e há capacidade do governo de imunizar todos se for necessário.
Garantiu também que será feita a vacinação nas áreas onde a população tem risco de pegar a febre amarela.
Já nas áreas em que não há risco, o Ministério da Saúde afirmou que não colocará a população em risco, vacinando, porque há reação à vacina.
Segundo o Ministério da Saúde, a adoção do fracionamento das vacinas é uma medida preventiva e recomendada pela Organização Mundial da Saúde quando há aumento da morte de macacos e casos de febre amarela silvestre de forma intensa, com risco de expansão da doença em grandes cidades. De acordo com a pasta, a dose fracionada tem apresentado a mesma proteção que a dose-padrão, porém por um período menor, de oito anos.
Em um balanço divulgado ontem, o Ministério da Saúde atualizou, na última terça-feira, a situação da febre amarela no País. No período de monitoramento (de 1º de julho de 2017 a 23 de janeiro de 2018), foram confirmados 130 casos, e 53 óbitos. Ao todo, foram notificados 601 casos suspeitos, sendo que 162 permanecem em investigação e 309 foram descartados, neste período. Segundo a pasta, de julho de 2016 até 23 janeiro de 2017, eram 381 casos confirmados e 127 óbitos confirmados.
A preocupação ainda existe e falta de vacinas nos postos traz grande preocupação aos moradores das cidades do Estado de São Paulo, considerado pela Organização das Nações Unidas (ONU) área de risco para febre amarela.