As chuvas intensas que caem nesse período de verão preocupam as autoridades que já desencadearam ações para tentar combater as enchentes e inundações.
Todo verão é época de calor intenso e fortes chuvas. Por causa da grande quantidade de água que chega em um curto espaço de tempo, acontece o acúmulo nas ruas e nos perímetros urbanos e também o transbordamento de rios, mares, lagos e açudes.
Existem várias causas para as enchentes. Pode ser por conta do desmatamento de encostas e assoreamento dos rios, pelo acúmulo de lixo nos bueiros e rios que prejudicam o escoamento da água, ou pela insuficiência da rede de galerias pluviais e pavimentação de ruas e construção de calçadas, reduzindo a superfície de infiltração.
Para prevenir acidentes, a Defesa Civil do Estado de São Paulo trouxe esta semana algumas dicas. É importante nunca colocar a vida em risco, mesmo que seja para salvar documentos ou objetos de valor. Uma das dicas é para que a pessoa sempre tenha um lugar previsto, seguro, onde você e sua família possam se alojar no caso de inundação.
Coloque documentos e objetos de valor em sacos plásticos bem fechados e em local protegido. É importante também fechar as portas, janelas e o registro de entrada de água.
Muitos aparelhos eletrodomésticos ficam com defeitos durante as chuvas, por isso é importante desconectar os aparelhos elétricos da corrente elétrica para evitar curtos-circuitos.
Segundo especialistas é preciso tomar muito cuidado. Neste ano, a quantidade de ventos e raios que estão caindo nas cidades é muito maior do que já aconteceu em outras ocasiões. Além de derrubar árvores – que caem sobre a rede elétrica e cortam o fornecimento -, os ventos danificam os fios de transmissão ao arremessar milhares de galhos e até mesmo folhas de zinco contra eles.
Especialistas têm defendido uma ação contínua de planejamento e de ordenamento territorial, apesar das falhas históricas. Isso poderia prevenir algumas das tragédias ocorridas neste verão.
Os municípios, por outro lado, têm de tomar conta do uso de seu solo e da ordenação do seu território. A ausência de planejamento é cultural no País. O que se vê é que, onde foi registrado um problema por conta da chuva, a falta de planejamento fica mais evidente. As áreas de risco deveriam ser mapeadas anualmente para que se evitem mais casos de inundações e enchentes com prejuízos a moradores.