A batalha para derrubar ou amenizar o desemprego prossegue em todo o País.
Os dados, no entanto, mostram as dificuldades. Ontem, novo levantamento mostrou que o contingente de desempregados no País aumentou em 1,47 milhão de pessoas de 2016 para 2017, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios – Contínua (Pnad Contínua), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O total de desempregados passou de 11,76 milhões na média de 2016 para 13,23 milhões em 2017, um aumento de 12,5%.
O desemprego é, sem dúvida, um dos grandes problemas desse século, especialmente com o incremento da globalização.
Essa questão já não se enquadra somente na realidade de países como o Brasil e todos emergentes e subdesenvolvidos, entretanto, apresenta-se em todas as nações, até mesmo na Europa, salvo os Estados Unidos, que não passam por isso devido às fases de crescimento econômico.
A falta de trabalho atinge o estado, o trabalhador e sua família.
Mas, o mais prejudicado é o trabalhador e sua família. A pessoa que se encontra desempregada fica com baixa autoestima, por se sentir inútil ao convívio social, e isso muitas vezes leva o individuo à depressão, além disso a família não conta com o rendimento dessa pessoa e a qualidade de vida cai.
De acordo com a Pnad, o número de desempregados no País vem aumentando desde 2014, ano em que atingiu o patamar mínimo da série histórica iniciada em 2012, com um total de 6,7 milhões de desempregados.
De 2014 para 2017, quando se registrou o maior patamar da série, o total de desempregados quase dobrou, já que teve um aumento de 96%.
Para o IBGE, a nomenclatura oficial para desempregado é “desocupado”. Considera-se desocupada a pessoa que procurou emprego e não conseguiu. Aqueles que não estão procurando emprego fazem parte da população em idade ativa, mas não são consideradas desocupadas.
A verdade é que o desemprego já foi muito maior do que é hoje. Em maio de 2003, era 12,9%.
O nível de desemprego ainda não pode ser considerado alarmante. Mas a trajetória crescente é desesperadora. Associado a esse problema, vem outra dificuldade, evidente e muito grave. O emprego formal, com carteira assinada, também vem sofrendo queda acentuada. O saldo de geração de empregos formais é negativo e, por isso, requer um trabalho reforçado na tentativa de a abertura dos postos de trabalho seja mais favorável.