O DS publicou, nesta semana, reportagem mostrando que a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) confirmou prejuízos em área de manancial de aproximadamente cinco mil metros quadrados na Quinta Divisão, em Suzano, que foi desmatada.
O desmatamento é um dos mais graves problemas ambientais da atualidade. Não somente em Suzano, mas em todo o País.
Além de devastar as florestas e os recursos naturais, compromete o equilíbrio do planeta em seus diversos elementos, incluindo os ecossistemas, afetando gravemente também a economia e a sociedade.
Dessa forma, toda vez que uma área florestal é removida, temos aí uma prática de desmatamento, que também pode ser chamado de “desflorestamento”.
Em Suzano, entre os principais prejuízos apontados pela Cetesb está a eliminação de vegetação, intervenção em área de preservação permanente e nascente e curso d'água, obras de movimentação de terra, assoreamento de nascente e curso d'água, além de abertura de vias para fins de loteamento.
A área é situada na Rua Coronel Humaitá Vila Nova, em Área de Proteção e Recuperação dos Mananciais do Alto Tietê Cabeceiras (APRM-ATC). Segundo a Cetesb, o local estava servindo para a implantação de loteamento irregular de uma empresa, a qual já foi emitido o Termo de Indeferimento pelo órgão.
Assim, a empresa responsável pela irregularidade foi penalizada de multa por três formas: a primeira por realizar obras ou serviços de movimentação de terra, sujeitos ao licenciamento ambiental; a segunda por realizar obras e serviços ocasionando o assoreamento de 330 metros lineares de curso d'água, atingindo uma nascente; e terceira relativo a área de intervenção. Além dessas penalidades realizadas pela Cetesb, o órgão afirmou que a eliminação de vegetação e intervenção em área de preservação permanente, foram autuações pela Polícia Militar Ambiental, que deve realizar as penalidades.
Uma das consequências do desmatamento é a destruição e extinção de diferentes espécies. Muitas espécies podem ajudar na cura de doenças, usadas na alimentação ou como novas matérias-primas, são desconhecidas do homem, correndo o risco de serem destruídas antes mesmo de conhecidas e estudadas, segundo especialistas.
É importante que a fiscalização seja reforçada para que a preservação seja realmente efetivada.