O câncer é a segunda principal causa de mortes no Brasil, perdendo apenas para as doenças cardiovasculares.
Apesar de muitas vezes o prognóstico não ser satisfatório, diversos óbitos podem ser evitados com o descobrimento precoce da doença.
A fim de conscientizar a população a respeito da importância do diagnóstico precoce e da adoção de medidas de prevenção contra o câncer, o Ministério da Saúde, por meio da portaria GM nº 707, de dezembro de 1988, instituiu o Dia Nacional de Combate ao Câncer. Na data, que é comemorada no dia 27 de novembro, diversas campanhas educativas sobre os vários tipos de câncer são divulgadas, assim como as formas de tentar barrar o avanço da doença.
Na semana passada, novo levantamento mostrou que o Brasil deve registrar cerca de 600 mil novos casos de câncer por ano em 2018 e 2019. A estimativa é do Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca) na Estimativa 2018 de Incidência de Câncer no Brasil.
O câncer de pele não melanoma é o mais frequente no país, e a segunda posição é ocupada pelo câncer de próstata, para homens, e de mama, para mulheres.
Considerado menos letal, o câncer de pele não melanoma deve ter cerca de 165 mil novos casos diagnosticados por ano. Se esses casos não forem levados em consideração, as mulheres brasileiras terão como tipos de câncer mais incidentes o de mama (59 mil casos), de intestino (com quase 19 mil) e o de colo de útero (16 mil).
Entre os homens, a próstata é a parte do corpo que deve ser mais acometida pela doença, com 68 mil casos, seguida pelo pulmão, com 18 mil, e o intestino, com 17 mil.
O perfil da incidência de câncer no Brasil varia de acordo com a região, se assemelhando mais a países desenvolvidos nas Regiões Sul e Sudeste, com mais tumores de intestino e menor incidência de câncer de colo de útero em mulheres e estômago em homens.
Não há dúvida que há necessidade, entre outras coisas, de ações preventivas e de diagnóstico eficiente, além de conscientização sobre como lidar com a doença.
Hospitais de referência para tratamento também são importantes no combate à doença.
Um dos maiores desafios é a desinformação — ou seja, a falta de diálogo entre o médico e o paciente, que muitas vezes considera que seu caso é irremediável, segundo especialistas.