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Editorial

Segurança

27 fevereiro 2018 - 05h00 Por Gabriely Machado
Segurança
A crise na segurança pública no Rio de Janeiro levou o governo federal a adotar uma série de medidas. Conforme já havia anunciado na semana passada, ontem o Palácio do Planalto decidiu remanejar o atual ministro da Defesa, Raul Jungmann, para o comando do novo Ministério Extraordinário da Segurança Pública, a ser criado por medida provisória assinada ontem pelo presidente Michel Temer (MDB).
Esta será mais uma tentativa de reforçar a segurança no País. Pela constituição federal, a responsabilidade pela segurança pública é do Estado. Mas, não há dúvida de que municípios e, principalmente, o governo federal podem contribuir.
Este último de forma muito mais efetiva porque conta com todo o aparato e logística para desempenhar bem essa função.
A informação do nome de novo ministro foi confirmada pelo gabinete do Ministério da Defesa e, posteriormente, pelo porta-voz da Presidência da República, Alexandre Parola. 
No lugar de Jungmann, assumirá o atual secretário-geral do Ministério da Defesa, general Joaquim Silva e Luna, que já foi chefe do Estado-Maior do Exército.
A expectativa é de que o novo ministério coordene as ações de segurança pública em todo o País.
Esse ministério vai fazer reuniões permanentes com governadores e secretários de segurança.
O ministério vai coordenar a área de inteligência. A ideia do governo federal é de que não basta colocar policial na rua com fuzil, precisa desbaratar o crime organizado.
Ao falar sobre a questão financeira, Temer disse que a nova pasta pode implicar mais gastos para administração pública, mas isso se justifica pela importância do trabalho a ser feito na área da segurança.
Jungmann está à frente do Ministério da Defesa desde maio de 2016, quando tomou posse prometendo dar prosseguimento aos projetos estratégicos das Forças Armadas (Exército, Marinha e Aeronáutica). 
Durante sua gestão, comandou a organização do emprego de efetivo militar na segurança dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos do Rio de Janeiro e o processo de retirada das tropas brasileiras do Haiti. Em setembro de 2016, cerca de 25 mil militares deram apoio logístico à realização das eleições municipais em 409 localidades de 14 estados, garantindo a segurança do pleito. 
Jungmann também chefiou ações de reforço militar na segurança pública do Amazonas, Maranhão, Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro e nos prédios públicos da Esplanada dos Ministérios, durante protestos em maio de 2017, e as ações de varredura e inspeção em presídios estaduais.
É importante que o reforço na segurança seja efetivo e garanta soluções imediatas para um problema que vem se alastrando pelo País.