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Editorial

Carteira assinada

03 março 2018 - 05h00 Por Gabriely Machado
Carteira assinada
A criação de empregos tem sido um grande desafio para municípios, Estados e União. O País passa por uma crise. Mas, aos poucos, vem conseguindo retomar o rumo do desenvolvimento e geração de empregos.
Ontem, novos dados do número de empregados com carteira assinada foram divulgados.
Só para se ter uma ideia, em janeiro, o Brasil criou 77.822 mil novos postos formais de trabalho, de acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado pelo Ministério do Trabalho. O resultado é o melhor para o período desde 2012, e é a primeira vez desde 2014 que as contratações superam as demissões. O saldo é resultado de 1,3 milhão de admissões e 1,2 milhão de desligamentos. (O DS publica na edição de hoje os dados do Alto Tietê). 
Em âmbito nacional, considerados os últimos 12 meses, de fevereiro de 2017 a janeiro foram criadas 83,5 mil postos com carteira de trabalho. 
A última divulgação, que trouxe o saldo de 2017, mostrou que o Brasil fechou o ano passado com resultado negativo, foram fechadas 20,8 mil vagas de trabalho.
Segundo a publicação, o salário médio daqueles que foram desligados no mês, descontada a inflação, foi R$ 1.636,41. Já o salário médio daqueles que foram admitidos foi menor, R$ 1.535,51.
A indústria de transformação liderou a geração de empregos, com 49,5 mil novos postos de trabalho. O setor é seguido pelos serviços, que registraram 46,5 mil novos postos.
O Alto Tietê é uma região com muitas indústrias metalúrgicas que esperam a retomada na produção e, consequentemente, ocasionará a geração de mais postos de trabalho.
No setor de agropecuária foram criados 15,6 mil postos; na construção civil, aproximadamente 15 mil, e, em serviços industriais de utilidade pública, 1,1 mil postos de trabalho.
Na outra ponta, o comércio registrou o maior fechamento de postos, foram 48,7 mil a menos no mês. Na administração pública foram fechadas 802 vagas e, em extrativa mineral, 351.
Nos estados, São Paulo liderou as contratações, com mais de 20,3 mil novos postos. O estado é seguido pelo Rio Grande do Sul (17,8 mil), Santa Catarina (17,3 mil) e Paraná (11,6 mil).
O Rio de Janeiro foi o estado com mais fechamento de postos de trabalho, com a demissão de 98,4 mil pessoas e contratação de 88,6 mil, terminando o mês com 9,8 mil postos fechados.
A informação de mais empregos gerados garante uma oportunidade ímpar de uma possível melhoria nas condições econômicas do País. É importante que mais vagas de trabalho sejam abertas.