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EDITORIAL

Correios em risco

04 março 2018 - 05h00 Por Gabriely Machado
Correios em risco
Reportagem do DS na edição de hoje mostra que a violência urbana está limitando a ação das empresas de entregas. 
A abordagem, feita em Suzano, pode ser estendida a outros municípios da região e do Brasil.
Por todo o País, pessoas que pagaram pelo frete de uma mercadoria têm sido obrigadas a ir retirar o produto pessoalmente. 
A empresa afirma que o problema é mais grave no Rio de Janeiro. mas existem outras cidades na mesma situação. 
As áreas com restrição de entrega são definidas por avaliações. 
Em algumas cidades, já há licitação para contratar escoltas armadas em várias cidades do Brasil. 
Os Correios afirmam que não podem chegar ao destinatário não por vontade própria, mas por imposição legal. Há situações piores. 
No Rio de Janeiro, os Correios deixaram de realizar entregas em áreas de bairros no Subúrbio e da Zona Norte do Rio por causa da violência na região. 
A situação faz com que moradores de bairros como a Penha (RJ) sejam obrigados a enfrentar filas em centros de distribuição para retirar entregas pelas quais pagaram frete. 
O Sindicato dos Trabalhadores na Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos do Rio de Janeiro (Sintect-RJ) afirma que funcionários da companhia precisam ser afastados após serem vítimas em casos de violência. 
Os carros dos Correios são atacados por criminosos por transportarem aparelhos eletrônicos, como celulares e televisões. Os Correios afirmam que o setor de segurança da empresa realiza levantamentos para restringir a área de entrega. Segundo a companhia, a medida visa garantir a segurança de seus funcionários e das encomendas dos clientes.
Quando as entregas não são realizadas em áreas consideradas de risco, os Correios encaminham a encomenda até o centro de distribuição mais próximo do cliente. 
É uma situação crítica que precisa ser tomada como prioritária pelas autoridades de segurança. 
O cliente que utiliza os serviços dos Correios merece receber suas correspondências e, por outro lado, os carteiros precisam trabalhar com segurança e terem sua integridade física preservada.