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Editorial

Futuro da cidade

04 abril 2018 - 00h00 Por Gabriely Machado
Futuro da cidade
As cidades do mundo buscam a perfeição em que seus cidadãos possam viver bem, com conforto, acessos e alternativas para uma convivência sustentável.
Por isso, ‘cidade ideal’, conforme especialistas, tem sido um conceito de um assentamento urbano — planejado ou apenas idealizado, raramente consumado.
O tema da cidade ideal, pode considerar-se como motivo que acompanhou toda a história da humanidade urbanizada.
O senso comum diz que a uma cidade ideal seria aquela que tivesse alta expectativa de vida, altos índices de alfabetização, não houvesse desemprego e que não existisse violência e preconceito. 
Que fosse uma cidade democrática e que todos os habitantes tivessem voz para dar sua opinião em determinados assuntos.
A busca pelo planejamento também seria importante. Na edição de domingo, o DS trouxe reportagem sobre projeto de um especialista que sugere uma cidade ideal, uma “Suzano do Futuro”.
A reportagem mostrou que Suzano ainda carece de alguns atributos que fariam de sua área central, uma das melhores do Alto Tietê. O fato é que diversas cidades brasileiras enfrentam o mesmo problema urbanístico, ou seja, pessoas ocupando e dividindo o mesmo espaço com prédios e automóveis. 
A reportagem mostrou que o trânsito é um dos temas mais discutidos nos planos de aprimoramento de espaço em uma cidade. Com o crescimento dos comércios nas áreas centrais, o número de visitantes dobrou nos últimos anos e com isso há a disputa por espaço entre o pedestre e o automóvel. 
Acomodar a cidade para os automóveis não deveria ser prioridade dos governantes. Apostar e investir na infraestrutura para acomodar cada vez mais carros no sistema viário, não deveria ser prioridade. 
Nos centros urbanos é constatada uma maior densidade populacional, ou seja, mais pessoas usufruindo de maneira eficiente as infraestruturas instaladas e principalmente os equipamentos de transportes públicos como os trens e metrôs. Para o especialistas, podemos concluir que o carro não pode ser o protagonista deste sistema de mobilidade. 
O especialista citou algumas cidades européias que estão transformando seus centros urbanos para os pedestres e eliminando a passagem de carros na cidade. 
Os Planos Diretor e de Mobilidade de cada município, tem a responsabilidade de minimizar os congestionamentos nos centros e seus impactos, tais como poluição sonora, poluição do ar e aumento da temperatura ambiente. É importante que os planos de investimentos, de melhorias, acessos e urbanismo cheguem com a garantir de beneficiar a população que até hoje aguarda um cidade cada vez melhor.