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Editorial

Marcha a Brasília

07 abril 2018 - 23h59 Por Gabriely Machado
Marcha a Brasília
Prefeitos dos municípios do País vão participar da XXI Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios Brasileiros. Será um momento muito importante do movimento municipalista que vem fazendo reivindicações, sobretudo, de mais “partilha” do “bolo financeiro” dos impostos.
O evento servirá para que prefeitos possam dialogar com o Governo Federal, com o Congresso Nacional, com a sociedade brasileira, encaminhando uma pauta municipalista para os próximos anos.
A Marcha acontece entre os dias 21 e 24 de maio, no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), localizado em Brasília, em parceria com as entidades estaduais e microrregionais municipalistas.
Só para se ter uma ideia, o evento é realizado anualmente desde o ano de 1998 e se tornou o maior evento político em número de autoridades do mundo. 
A Confederação Nacional de Municípios (CNM) – organizadora do evento – destaca que a Marcha é o momento de o Congresso Nacional, o Executivo Federal e os demais poderes do Estado Brasileiro se reunirem com os municipalistas para fazer avançar as principais demandas. 
Em 2017, o evento reuniu mais de oito mil participantes na capital federal.
De acordo com a CNM, este é o principal momento para as lutas e reivindicações ganharem destaque em Brasília e repercutirem em todos os territórios deste grande País. 
A defesa da revisão do Pacto Federativo, buscando partilha justa aos municípios dos recursos no bolo da arrecadação federal, ganha reforço.
A maioria das prefeituras defende a destinação de 35% do bolo tributário nacional para os municípios. A iniciativa visa a chamar a atenção da sociedade para partilha injusta dos tributos, considerando que os municípios recebem apenas 18% do que o Governo Federal arrecada, enquanto a União concentra 58% das receitas e os estados, 24%.
Entidades municipalistas apontam que, mesmo com tantas atribuições e responsabilidades para atender os cidadãos, os municípios são os entes federados menos favorecidos na distribuição de recursos. 
A discussão é, sem dúvida, muito importante porque pode contribuir, de forma direito, com o cidadão comum que quer ver, em sua cidade, obras com recursos provenientes dos impostos pagos em dia.