A atividade do setor agrícola é uma das mais importantes da economia brasileira, pois, embora componha pouco mais de 5% do PIB brasileiro na atualidade, é responsável por quase R$100 bilhões em volume de exportações em conjunto com a pecuária, segundo dados da Secretaria de Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. A produção agrícola no Brasil, portanto, é uma das principais responsáveis pelos valores da balança comercial do País.
Enquanto a maioria dos outros países trabalham especificamente com um ou outro produto agrícola, principalmente para exportação, o Brasil tem um solo fértil capaz de plantar desde soja, até cana-de-açúcar, uvas, morangos, laranjas e diversos outros tipos de frutas.
Uma prova disso é que cerca de 30% da área total do Brasil é tomada por terra cultivável. Ou seja, quase metade do País não é de cidade, e sim de regiões agrícolas em funcionamento.
Em Suzano, o setor agrícola é predominante. A cidade faz parte do “Cinturão Verde” do Alto Tietê.
Agora, com a chegada da frente fria na região, os agricultores estão preocupados com a situação da lavoura. A temperatura baixa, a alta geada e a falta de água da chuva prejudicam principalmente as hortaliças, podendo levar a perda total do produto.
Os agricultores estimam uma perda de 30% a 50% do total de hortaliças plantadas nesta época do ano, conforme reportagem publicada pelo DS na semana passada.
A perda das folhosas (alface, rúcula e espinafre), dos legumes e das raízes (batata-doce, beterraba e cenoura) é esperada no outono e inverno. Porém, com a inconstância do tempo, com as pragas (geralmente insetos) na plantação e o solo não fértil, a perda tende a ser maior do que o normal.
As diferenças climáticas no país, porém, permitem que o mesmo atue em diferentes tipos de produções agrícolas, desde frutas e verduras, até os produtos mais importantes para a exportação, como café e cana-de-açúcar.
Com o clima irregular, em Suzano, os produtores rurais estão buscando alternativas para evitar perdas.
O meio rural sempre foi a atividade econômica muito importante para a constituição e manutenção das sociedades. Quando as técnicas agrícolas permitiam a existência de um excedente na produção, iniciavam-se as primeiras trocas comerciais. Assim, é possível concluir que, inicialmente, todas as práticas rurais e urbanas subordinavam-se ao campo.
Daí a importância de manter a agricultura forte para manter empregos e o abastecimento do cidadão.