Uma das empresas públicas mais antigas do Brasil passa por um momento de muita dificuldade.
A reportagem que o DS publicou na edição de ontem mostrou que os Correios possuem 12 agências próprias na região, que correm risco de fechar as portas diante do projeto de redesenho da rede atendimentos.
A companhia ainda não afirmou o número exato e nem quais filiais irão encerrar as atividades nos próximos meses.
De acordo com informações publicadas pelo jornal O Estado de S.Paulo, 513 unidades deixarão de funcionar no País, comprometendo o emprego de 5,3 mil pessoas.
No Alto Tietê, 121 funcionários atuam nas agências. Para o Sindicato dos Trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios Telégrafos e Similares de São Paulo (Sintect-SP), as demissões e o posicionamento sigiloso da companhia são ilegais.
Uma grande preocupação é com o número de trabalhadores que correm o risco de serem demitidos.
A empresa disse que não se responsabiliza pela informação de 513 agências fechadas, divulgado na grande imprensa.
O número de unidades que terá suas atividades encerradas ainda não está definido.
A respeito das demissões, a companhia ressaltou que há uma série de medidas para motivar o desligamento do trabalhador.
Especialistas afirmam que o serviço postal é a materialização do direito à comunicação e, portanto, não deve estar sujeito a interesses privados ou a contingências de mercado.
A Constituição prevê em seu artigo 21 que compete à União manter esse serviço.
O dispositivo garante que os interesses da sociedade sejam a diretriz principal da gestão da atividade postal, já que os governantes do País são representantes dos cidadãos, eleitos democraticamente.
Esta não é uma peculiaridade brasileira. Dos quase 200 correios do mundo, apenas cinco são privados.
A importância desse serviço para os brasileiros é sem dúvida muito grande.
Evidente que com o surgimento da internet, o número de ações dos Correios caiu.
Em entrevista ao DS, o diretor de imprensa do Sintect-SP, Douglas Mello, afirmou que a notícia chegou ao sindicato por meio da mídia e que nenhuma informação foi repassada diretamente aos trabalhadores.
O projeto de redesenho da rede de atendimento, segundo os Correios, busca melhorar o serviço à população.
É importante que esse “redesenho” dos Correios garanta, ao menos, a possibilidade da manutenção de empregos e uma distribuição melhor na entrega de correspondências. Não há dúvida que a importância desse tipo de serviço é mais do que importante.