Muitas vezes, o transplante de órgãos pode ser única esperança de vida ou a oportunidade de um recomeço para pessoas que precisam de doação.
O Sistema Único de Saúde (SUS) tem o maior programa público de transplante do mundo, no qual cerca de 87% dos transplantes de órgãos são feitos com recursos públicos, e ajuda cada vez mais pessoas a terem uma vida melhor.
Em Suzano, um programa importante também vem sendo desenvolvido.
O DS publica, na edição de hoje, reportagem informando que a Secretaria de Saúde de Suzano deu início ao processo de implantação do protocolo de captação de órgãos e tecidos no Pronto-Socorro Municipal (PS) Adulto e Infantil. A primeira ação foi uma palestra sobre o assunto com a equipe de enfermagem da unidade, composta de 150 profissionais, entre enfermeiros, técnicos e auxiliares.
Haverá algumas etapas para capacitação da equipe, inclusive dos médicos. A iniciativa surgiu diante da demanda de familiares de pacientes em óbito que manifestam interesse em autorizar a doação.
Especialistas afirmam que é normal, comum até, ter medo da morte e não querer se preocupar com esse assunto ainda em vida. Muito mais cômodo é não pensar a respeito, apesar da inevitabilidade de que, um dia, todo mundo parte.
Mas há uma decisão que, se tomada por uma só pessoa durante a vida, pode ajudar a salvar ou, ao menos, melhorar a saúde de outras dezenas: a doação de órgãos e tecidos.
Segundo o Ministério da Saúde, que coordena o Sistema Brasileiro de Transplantes, há mais de mil equipes preparadas para realizar as cirurgias distribuídas pelo Brasil e 400 unidades prontas para atuarem nessa área.
Outro problema que dificulta a realização dos transplantes é a falta de autorização da família para a cirurgia.
Especialistas afirmam que “é preciso estar consciente que se hoje não estamos precisando de uma doação, amanhã podemos estar do outro lado”.
Em Suzano, a Prefeitura firmou parceria com a Santa Casa de Misericórdia de São Paulo para iniciar esse processo de captação de órgãos.
A primeira fase consiste na orientação dos profissionais (inclusive dos assistentes sociais que atuam no PS) sobre o tema. Depois, em um segundo momento, ocorrerá um curso sobre comunicação, onde o objetivo é capacitar acerca de como acolher a família em casos de óbito, ajudar a encarar o luto e tratar do assunto sem influenciar na decisão de autorizar ou não a doação de órgãos e tecidos do paciente.
Não há dúvida que trata-se de um trabalho importante, uma vez que pode salvar muitas vidas.