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Editorial

Taxa de mortalidade

15 maio 2018 - 23h59 Por Gabriely Machado
Taxa de mortalidade
A taxa de mortalidade infantil é um indicador social representado pelo número de crianças que morreram antes de completar um ano de vida a cada mil crianças nascidas vivas no período de um ano. É um importante indicador da qualidade dos serviços de saúde, saneamento básico e educação de uma cidade, país ou região.
Na edição de hoje, o DS traz reportagem mostrando que a taxa, em Suzano, caiu. É isso é importante porque mostra a eficácia das ações de Suzano no combate à mortalidade.
Mesmo sendo um índice importante, medir a mortalidade de bebês traz implícito um incômodo, pois é um questionamento a respeito da responsabilidade que sociedade e Estado possuem nesse quadro. 
A mortalidade infantil é um aspecto social tão significativo que a Organização das Nações Unidas (ONU) inseriu a redução da mortalidade infantil mundial entre as principais oito Metas do Desenvolvimento do Milênio (conjunto de objetivos de melhorias no padrão de vida das pessoas em todo o mundo, especialmente nos países pobres).
Em Suzano, a taxa de mortalidade infantil registrada caiu 29,13% na comparação entre 2016 e 2017. Os dados são do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DataSUS), órgão federal que computou dados do Sistema de Informação de Nascidos Vivos (Sinasc) e do Sistema de Informação de Mortalidade (SIM). Enquanto em 2016 a cidade havia contabilizado 15,48 mortes por mil bebês nascidos vivos, em 2017, primeiro ano do atual governo municipal, esse número diminuiu para 10,97.
Especialistas afirmam que o conceito de mortalidade infantil está intimamente ligado às condições de vida da população, especialmente o acesso aos recursos de saúde e alimentação. São contabilizados os óbitos de crianças até o primeiro ano de vida, e estas taxas alteraram-se primeiramente nos países desenvolvidos no mundo, e vem reduzindo expressivamente nos países em desenvolvimento, enquanto ainda são elevadas nos países subdesenvolvidos. 
No Brasil, a mortalidade infantil teve uma redução bastante significativa, especialmente nas últimas duas décadas. Ainda na década de 1990 este índice era muito elevado, quando mais de 50 crianças morriam antes de completar seu primeiro ano de vida, em cada mil nascidos no período de um ano. Os índices de mortalidade infantil estão relacionados com as condições de vida da população, sendo que historicamente a principal causa das mortes de crianças foi a desnutrição. A segunda maior causadora dos óbitos foi a diarreia, ocasionada pela péssima qualidade da alimentação e da água.
É importante que os índices continuem caindo ao longos dos anos para mostrar uma melhora na qualidade de vida da população.