O DS vem acompanhando os reflexos da greve dos caminhoneiros. O fechamento de postos de combustíveis, a suspensão de exames, suspensão das aulas, alteração na coleta de lixo, desabastecimento de produtos nos supermercados são apenas alguns dos problemas gerados.
A situação realmente é crítica. O governo federal praticamente atendeu todas as reivindicações. O processo de negociação com os caminhoneiros foi encerrado, e o governo espera agora a retomada do abastecimento do País, disse o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha.
Segundo ele, começa a haver retomada, mas não na velocidade necessária para garantir menos transtornos.
Em Suzano, a Prefeitura decidiu ir à Justiça e conseguiu liminar para o abastecimento do auto posto que fornece combustível ao Poder Público Municipal. (O DS traz as informações na edição de hoje).
A medida visa garantir o funcionamento dos serviços essenciais de Suzano, permitindo o abastecimento dos veículos oficiais, como ambulâncias, transporte escolar, ônibus, caminhões de coleta de lixo, viaturas da Polícia Militar e da Guarda Civil Municipal (GCM), bem como da frota que executa os trabalhos de limpeza urbana.
Na semana passada, Suzano havia informado que, em virtude da falta de combustível ocasionada pela paralisação dos caminhoneiros que ocorre em diversos pontos do País desde o começo da semana, a Secretaria Municipal de Saúde estaria suspendendo a realização d os exames laboratoriais nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs).
A situação é crítica em todo o País. Não há veículos disponíveis para atender os serviços essenciais.
Cidades como Ferraz de Vasconcelos e Itaquaquecetuba, suspenderam as aulas.
A expectativa é pela retomada dos serviços com a volta dos combustíveis nos próximos dias.
Segundo o governo federal, dos 1,2 mil bloqueios, 728 foram desfeitos, o correspondente a 56%. Ainda restavam, até as 8h de hoje, 557 pontos de mobilização.
A greve é um direito constitucional, mas é importante, nesse momento, fazer com que os motoristas fiquem conscientes do quanto são importantes e o quanto necessitamos que voltem à normalidade as nossas estradas.
Se a greve está resolvida, como afirmou o governo federal ontem, é preciso agora que os caminhoneiros voltem a trabalhar.
Os transtornos e o caos já são imensos; e de grandes proporções espalhados pelo País afora.
Segundo o governo, praticamente todas as reivindicações da categoria foram atendidas e, por conta disso, a expectativa da volta da normalidade é alta.