O DS vem acompanhando a situação dos produtores rurais por conta da greve. Em Suzano, além do clima frio - que também prejudica as plantações -, é preciso agora tentar recuperar o tempo perdido por conta da paralisação dos caminhoneiros.
Em todo o País, os protestos dos caminhoneiros resultaram em um prejuízo de R$ 6,6 bilhões para os produtores rurais, informou a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).
O valor abrange as perdas relativas ao chamado Valor Bruto da Produção (VBP), que mede a estimativa de faturamento bruto na produção.
Por meio de nota, a CNA informou que este prejuízo é “apenas na produção primária, sem considerar ainda o processamento, as indústrias e a parte de insumos, que estão tendo prejuízos severos”.
A perda deve ficar ainda maior, segundo a entidade, já que se levará tempo até que a situação fique normalizada - o que pode levar de seis meses a um ano, prazo que, segundo a entidade, será o necessário para que os produtores se reestruturem.
Diante desse cenário, a CNA alerta sobre a possibilidade de “caos extremos”, caso os bloqueios continuem.
Ainda segundo a nota, há registros de animais morrendo nas estradas, além de desperdício de hortaliças e de leite.
Diante desse cenário, a CNA encaminhou ofícios solicitando, aos Ministérios da Defesa e da Segurança Pública, que sejam feitas escoltas para o transporte de produtos perecíveis, carga viva e insumos para garantir o abastecimento dos produtores.
Na semana passada, caminhoneiros fizeram bloqueios em diversas rodovias para pedir, entre outras coisas, a redução do valor do diesel. Apesar de acordo fechado com o governo, os motoristas ainda mantiveram pontos de concentração em diversas estradas pelo País.
Com a greve dos caminhoneiros, o fluxo de mercadorias pelas estradas seguia incerto.
Mesmo os pequenos abastecimentos, garantidos por caminhões menores que fazem trajetos mais curtos, também foram ameaçados com a demora na reposição dos estoques de combustíveis nos postos.
O maior problema é de que a economia da região pode seguir em “ponto morto”.
A greve também pode ter comprometido o escoamento de produtos aos principais centros consumidores. Ontem, as principais centrais de distribuição de alimentos do País e redes de supermercados voltaram a receber entregas, porém em um volume bem abaixo do normal.
O relato de muitos compradores é de que os estoques estão curtos e que, em alguns casos, indústrias já reduzem o ritmo de processamento.
A expectativa agora é de que a situação seja normalizada o mais breve possível.