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Editorial

Dados econômicos

26 junho 2018 - 23h59 Por Gabriely Machado
Dados econômicos

Uma das regiões mais importantes do Estado, o Alto Tietê é também conhecida por ser Cinturão Verde, por conta da agricultura. O número de indústrias, de diferentes segmentos, também contribuiu para o desenvolvimento.
Ontem, o Alto Tietê passou a ter à disposição um importante instrumento com dados econômicos que vão servir para o planejamento.
A primeira edição do “Caderno Econômico Alto Tietê” foi lançada. A iniciativa é do Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê (Condemat).
A região tem cidades importantes, com população densa e um Produto Interno Bruto (PIB) relevante na região.
Os dados econômicos são importantes porque ajudam a traçar, inclusive, diretrizes.
É bem verdade que o mundo vem passando por diversas transformações ao longo das últimas décadas. Uma das mais impressionantes é o crescimento das cidades. Em 1960, para se ter ideia, pouco mais de 30% da população mundial residia em áreas urbanas; em 2015, esse número já passa dos 50%, segundo especialistas. No Brasil, a fração de pessoas morando em cidades supera os 85%.
Essa tendência mundial só tende a se acentuar ao longo do tempo. Cidades têm tudo a ver com economia. Pessoas e empresas tomam decisões de onde se localizar levando em conta os custos e os benefícios envolvidos. Essas decisões afetam a qualidade do espaço urbano, modificando as escolhas de outros indivíduos e companhias. Políticas públicas alteram essas escolhas, podendo melhorar ou piorar o ambiente.
Ao longo dos últimos anos, um novo ramo da economia se desenvolveu com o objetivo de estudar isso tudo: a economia urbana, que trata da expansão das cidades e envolve o conflito também existentes nelas.
O Caderno Econômico do Alto Tietê demonstra em números o perfil, o raio-x, das cidades.
O material, apresentado ontem em Guarulhos, apresenta o potencial para os negócios e na atração de investimentos, lista os principais indicadores nos últimos anos, complementados pelo primeiro trimestre de 2018.
Só para se ter uma ideia foram coletados os dados da balança comercial desde 2000 até este ano, divulgados pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços.
Também foram consideradas as informações da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) do ano de 2016 e do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) de 2017, bem como do primeiro quadrimestre de 2018, divulgadas pelo Ministério do Trabalho.
É importante agora que o objetivo seja de explorar as características, a diversidade e o potencial das onze cidades do Alto Tietê garantindo assim o desenvolvimento das cidades.