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Editorial

História e cultura

27 junho 2018 - 23h59 Por Gabriely Machado
História e cultura
A preservação da memória é ao longo dos séculos e milênios a garantia da identidade cultural de uma comunidade na sua experiência histórica. Daí a importância de se resguardar e de resgatar o conjunto dos elementos associados a uma evocação/lembrança, em diferentes suportes de natureza “objetal” (iconográficos, fotográficos, utensílios, documentos, monumentos e outros) que formam o universo dos bens ou patrimônio material. É o que dizem os especialistas quando o assunto é preservação do patrimônio histórico e cultural.
Nesta semana, o governo do Estado anunciou que vai apoiar Suzano na tarefa de encontrar um projeto de preservação de seu patrimônio histórico e cultural.
O DS já trouxe, em edições anteriores, que são, ao todo, mais de 50 locais que podem ser preservados.
Na segunda-feira, em Mogi das Cruzes, o secretário de Cultura de São Paulo, Romildo Campello, garantiu o apoio do Estado para o projeto de preservação de patrimônio histórico e cultural de Suzano, que atualmente passa por fase de estudos e inventários. De acordo com o secretário, o apoio será em forma de orientações e repasse de verbas, caso a cidade esteja apta a receber.
Além disso, ele também anunciou mudanças no processo de licenciamento do patrimônio histórico e cultural da região. Em princípio, a mudança diz respeito ao Programa de Ação Cultural (Proac) Municípios - iniciativa voltada ao fomento e difusão da cultura. 
A ideia é que os projetos culturais sejam 'ouvidos' primeiro no âmbito municipal para evitar eventos burocráticos com o Estado e garantir que as ações de cultura na região se tornem independentes e recebem o auxílio necessário para suceder os próprios projetos. Nesta nova modalidade, os municípios contemplados receberão repasses que variam de acordo com o tamanho da cidade. 
Especialistas afirmam que o patrimônio histórico e cultural podem ser definidos como o conjunto das manifestações que emanam da sociedade num determinado local ao longo do tempo, abrangendo diversos campos, desde as artes, edificações e praças até o próprio modo de viver, o paisagismo, os saberes e as celebrações. Desta forma, tornam-se referência simbólica dos cidadãos em relação ao espaço no qual habitam e constituem a própria identidade da cidade.
Por isso, preservar o patrimônio histórico e cultural faz com que as marcas de sua história se perpetuem no tempo, assegurando sua diversidade cultural e o planejamento de construções dinâmicas que enriqueçam ainda mais uma região.