A falta de locais adequados e seguros para estacionar limita e impede muitas pessoas de usarem a bicicleta como meio de transporte básico.
Daí a importância de se estimular e implementar a instalação tanto de bicicletários quanto de paraciclos (estacionamentos para bicicletas), como peças de mobiliário urbano, no maior número de estabelecimentos públicos e comerciais.
Em várias cidades do Brasil, os paraciclos são caracterizados como estacionamentos de curta ou média duração (até 2 horas, em qualquer período do dia), com até 25 vagas (correspondente à área de duas vagas de automóveis), de uso público e sem qualquer controle de acesso.
A facilidade de acesso constitui uma das principais características dos estacionamentos de bicicletas.
Em virtude dessa condição, devem se situar o mais próximo possível do local de destino dos ciclistas, e também do sistema viário ou do sistema cicloviário.
A visibilidade é aspecto essencial à garantia de um estacionamento rápido dos ciclistas.
O uso de pintura com cores vivas é um dos aspectos favoráveis. Iluminação noturna também é importante.
Na edição de domingo, o DS trouxe reportagem mostrando que, ao invés de bicicletários, a Secretaria de Transporte e Mobilidade Urbana estuda a implantação de paraciclos.
Os equipamentos devem ser implantadas na região central da cidade, no Jardim Dona Benta (região Norte) e no Parque Municipal Max Feffer, com uma capacidade de 10 a 20 vagas cada.
Esta estrutura está dentro do Plano de Mobilidade Urbana e, ainda não há previsão para implantação, que acontecerá mediante consultas mais detalhadas junto à comunidade, informou a Prefeitura.
Atualmente, o único bicicletário público e gratuito na cidade, pertence à Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).
O local tem capacidade para abrigar 576 bicicletas ao mesmo tempo.
De acordo com a companhia, a média de bicicletas estacionadas no mês passado foi de 512 em dias úteis, 279 aos sábados e 126 aos domingos.
O trabalho de implantação dos paraciclos é importante porque garante uma opção importante para os ciclistas. Uma facilidade a mais para, inclusive, incentivar o uso das bicicletas como meio de transporte diário. Servindo como um ponto importante para o desenvolvimento da Mobilidade Urbana da cidade que tem de privilegiar também pedestres e ciclistas.
A expectativa, em Suzano, é positiva para os paraciclos que vão garantir uma opção de equipamento público importante para a mobilidade urbana.