Inflação sempre tem sido uma grande preocupação da sociedade. Os governos buscam controle sobre o aumento de preços para manter a economia em pleno funcionamento, em atividade com movimentação financeira na venda de produtos de forma adequada. A busca pelo crescimento econômico é um dos objetivos.
Especialistas afirmam que a inflação é um termo da economia usado para designar o aumento generalizado de preços de bens e serviços. Com isso, representa o aumento do custo e vida e a consequente redução no poder de compra da moeda.
Uma forma simples de perceber a inflação é indo ao supermercado. O preço dos produtos nas prateleiras não são os mesmos praticados 10, 15 ou 20 anos atrás: estão mais caros. A inflação também impacta nos valores de itens maiores, como aluguel e automóveis, ou itens de longo prazo, como a mensalidade de uma faculdade ou pós-graduação.
A semana se inicia, com uma reportagem importante sobre o tema, publicada na Agência Brasil. O mercado financeiro reduziu a previsão da inflação para este ano. Segundo projeção do Boletim Focus, divulgada nesta segunda-feira (15) pelo Banco Central (BC), o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) - considerado a inflação oficial do país - deve fechar este ano em 3,87%. Há uma semana, a projeção do mercado era de que a inflação este ano ficasse em 3,90%.
Divulgado semanalmente, o Boletim Focus reúne a projeção de mais de 100 instituições do mercado para os principais indicadores econômicos do país. Para 2025, a projeção da inflação deve ficar em 3,50%. Para 2026 e 2027, a previsão é que a inflação se mantenha nos 3,5% nos dois anos.
A estimativa para 2024 está dentro do intervalo de meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é 3% para 2024, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual (p.p)para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior 4,5%.
Para alcançar a meta de inflação, o BC usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, a taxa básica de juros, definida em 11,75% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom).
O comitê informou que deve seguir com cortes de 0,5 ponto percentual nas próximas reuniões.
Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.
Quando o Copom diminui a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação.