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Jornal Diário de Suzano - 26/09/2020
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A polêmica das feiras

28 FEV 2016 - 08h00

O trabalho infantil no Brasil ainda é um grande problema social. Milhares de crianças ainda deixam de ir à escola, de ter seus direitos preservados e trabalham desde a mais tenra idade na lavoura, campo, fábrica ou casas de família, em regime de exploração, quase de escravidão, já que muitos deles não chegam a receber remuneração alguma. Hoje em dia, em torno de 4,8 milhões de crianças e adolescentes entre 5 e 17 anos estão trabalhando no Brasil, segundo PNAD. Desse total, 1,2 milhão estão na faixa entre 5 e 13 anos.

O DS trouxe reportagem sobre o tema na semana passada. Mostrou uma dado preocupante. Pelo menos 79% dos jovens estão atuando em feiras livres. Houve polêmica.

Ter que dividir o tempo entre a escola e o trabalho, faz com que o rendimento escolar dessas crianças seja prejudicado, fazendo com que sejam sérias candidatas ao abandono escolar e, consequentemente, ao despreparo para o mercado de trabalho, tendo que aceitar subempregos e assim continuarem alimentando o ciclo de pobreza no Brasil.

Sabemos que hoje em dia, a inclusão digital é de extrema importância. Além da conclusão do ciclo básico de educação, da necessidade de cursos técnicos e da continuidade nos estudos, o computador vem se tornando fundamental em qualquer área de trabalho.

Mas o alto número de crianças trabalhando em feiras livres de Suzano virou alvo de polêmica. Apesar de entenderem que o trabalho infantil é proibido por lei, os feirantes têm outra mentalidade. Acreditam que é melhor elas estarem trabalhando do que nas ruas. A pesquisa divulgada apontou que 79% das crianças que estão em situação de trabalham infantil, exercem a função na feira. Além disso, outras 7% ficam em semáforos ou como flanelinhas. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social.

Com o aumento da criminalidade e de jovens envolvidos com tráfico de drogas, os pais preferem que seus filhos estejam por perto para saber o que estão fazendo.

A pesquisa mostrou também o perfil das crianças que trabalham na cidade suzanense. Os dados revelam que 76% dessas crianças e adolescentes não participam de atividades de lazer. Outra informação relevante da pesquisa é de que 63% da população suzanense é contrária à prática.

O trabalho infantil é toda forma de ocupação, a criança recebendo algum tipo de benefício ou não. Por isso, é importante que cada “empregador” saiba que criança não deve trabalhar.

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